sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Sem a força do Amor


Sinto-me lentamente a morrer
Pois até a Lua deixei de contemplar
O Sol, esse, deixou de m’aquecer
Nem tenho a alegria de quem viaja…


O ‘amigo que vale a pena’,
Queda-se poeirento na estante,
Pois os dias passam em sufoco
Em luta silenciosa à procura de paz


Quem não lê fica confinado
À quadratura do quarto sem alma,
À falta de cor do arco-íris hodierno,
À morte em plena mistificação de Vida.


Ah, já não ouve música esta esquecida alma
Cujo sorriso já não mora,
Apenas passa, fugazmente…
Porque sem a força do Amor…


Alma desalmada que já não encontra graça
Nem mesmo em si própria.
Sinto-me lentamente a morrer…
Pois até a Lua deixei de namorar!

(Ou ela já não me acha graça?)

2 comentários:

Anônimo disse...

Perdido nos labirintos do Amor?

José Eduardo Fonseca Soares disse...

Amor... é o motor da Vida, meu caro anónimo!