segunda-feira, março 30, 2009

Vida e Morte


  • O Dr. Aníbal marcou estas duas Ilhas, sobretudo: S.Antâo e S.Vicente. Um filho da terra que 'vertia amor e suor' quotidianamente ao serviço de Cabo Verde. Conseguia depois de 10/12 horas de trabalho profissional, inventar quase por magia, mais tempo para viver a cultura da sua terra... e muitas vezes assumindo responsabilidades em projectos, como foi o caso da Rádio Barlavento, de que foi o Director durante bons anos. Muito profissionalismo... e sobretudo um homem de afectos, de relações especiais... e um benemérito a vida inteira. Durante muitos e muitos anos, era a referência para a medicina bocal/dentária. Dentes? Dr.Aníbal! Que descanse em paz!

  • Quando comecei a me interessar por música de filmes, na qualidade de ‘estudante atrevido’ que dava as suas horas de lazer à Rádio Barlavento, em part-time, como ajudante de discoteca e de estúdio… descobri um mestre, de seu nome Maurice Jarre.
    Poucos anos mais tarde, vim a me apaixonar pelo som, pela estrutura musical do filho desse mestre, Jean-Michel Jarre.
    Hoje, a notícia da morte desse compositor veterano, especializado em música para filmes, Maurice Jarre, me chocou. Assim, de repente, a notícia me fez parar a respiração.
    Mais uma grande perda. Mas enfim… é a Vida!
Com a devida vénia, este texto da Lusa: 'O compositor francês Maurice Jarre, de 84 anos, morreu ontem de madrugada em Los Angeles, no Estado norte-americano da Califórnia, anunciou o agente do seu filho, Jean-Michel Jarre, confirmando uma informação do site Purepeople.
A carreira de Maurice Jarre, nascido em 1924 em Lyon, no sudeste de França, começou nos anos 1950, com a composição de música para filmes. O êxito da banda sonora original de "Lawrence d'Arábia", em 1962, içou-o ao pódio de Hollywood e cimentou a sua colaboração com o realizador britânico David Lean, com quem formou igualmente equipa em "Doutor Jivago" (1965) e "Passagem para a Índia" (1984).
Pela música destes três filmes, Maurice Jarre foi recompensado com um Óscar da academia cinematográfica norte-americana.
Jarre participou em mais de 150 bandas sonoras para filmes, de grandes realizadores como John Frankenheimer, Alfred Hitchcock, John Huston, Luchino Visconti e Peter Weir.

5 comentários:

zito azevedo disse...

Acompanho-vos neste sentimento de orfandade que nos atinge sempre que desaparece alguém que nos tenha marcado de forma indelével e o Dr. Aníbal foi, inquestionávelmente, uma dessas pessoas, dessas raras pessoas que nos fazem continuar a crer na Humanidade!
Maurice Jarre - assino por baixo!
Zito Azevedo

Fonseca Soares disse...

É isso mesmo! Um 'sentimento de orfandade' que toma conta de nós sempre que desaparece físicamente uma dessas cada vez mais raras 'pessoas especiais'...
Um abraço,
e saúde sempre Zito.

Anônimo disse...

... e é com o desaparecimento dessas pessoas tão queridas e cultas da nossa terra que se toma conciencia de que as nossas raizes se tornam cada vez mais pobres e que estando longe e na distância, o tempo passa sem que o vento nos leve de volta aos braços dos que nos restam ainda...


moreia

Fonseca Soares disse...

moreia, peço aos ventos que te empurrem mais vezes para a Terra... independentemente dessas 'novas' que, fazem parte da ordem natural das coisas (da Vida!)
Abraço

Anônimo disse...

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