quinta-feira, novembro 13, 2008

Filme “Mindelo – Traz d´Horizonte” na II Mostralíngua

Após a estreia na capital do país, a 7 de Novembro, com o Auditório do Centro Cultural Português repleto de gente, e tendo como espectadores especiais o Ministro da Cultura e a Embaixadora de Portugal em Cabo Verde, Mindelo - Tráz d'Horizonte prossegue a sua primeira fase, a dos Festivais. E chega-nos a 'nova conquista': o convite para a IIª Mostra Língua, fora de concurso, pois se trata de um festival de Curtas. Deixo os pormenores da notícia para a nossa Agência de Notícias.
O filme “Mindelo – Traz d´Horizonte”, do realizador grego Alexis Tsafas, vai a Coimbra - Portugal, ainda neste Novembro, por ocasião da II edição da Mostra Internacional de Cinema de Língua Portuguesa (Mostralíngua).
Prevista para dias 20, 21 e 22 de Novembro, no Museu da Água de Coimbra, a mostra objectiva a valorização e a divulgação de curtas-metragens de ficção e documentários em língua portuguesa.
Na primeira edição da Mostralíngua, considerada “um sucesso”, concorreram 29 filmes oriundos de seis países de expressão portuguesa.
“Mindelo Traz d´Horizonte” foi considerado pela crítica como um dos filmes “mais interessantes” exibidos durante o 36º Festival de Cinema Brasileiro e Latino (Festival de Gramado, Brasil), no passado mês de Agosto.
A longa-metragem foi produzida pela empresa Crioula Produções e centra-se no pulsar da cidade do Mindelo. A partir desta cidade cosmopolita o realizador regista os diversos aspectos do povo e da cultura da ilha.
Durante 74 minutos, prescindindo de técnicas comuns ao documentário, como a entrevista ou comentário de suporte, o realizador centra a atenção do espectador na imagem e no seu poder sugestivo e narrativo para construir quadros do quotidiano.
A música, - uma banda sonora onde pontuam Vasco Martins, Manuel de Novas, Voginha e Cesária Évora – intensifica este quadro poético em que o objectivo é, conforme refere o realizador, “mostrar a cultura crioula”.
Com a dança, a música, a culinária, o teatro, os costumes religiosos, o artesanato, a arquitectura urbana, a relação com os espaços, o comércio local, Alexis Tsafas constrói pequenos quadros com os quais se conta a história da cidade.
No documentário participam ainda no enredo musical a Banda Municipal de São Vicente e Gabriela Mendes, para além dos actores Fonseca Soares, Elisabete Gonçalves, Zenaida Alfama, Sílvia Lima, Mirita Veríssimo, Anselmo Fortes e Mirtó Veríssimo.
AA/PC - Inforpress

segunda-feira, novembro 10, 2008


Apraz-nos aqui no Teatrakácia, partilhar esta ‘nova’ de um dos encenadores mais importantes do teatro do Cabo Verde independente, ou não fosse ele o fundador do Korda Kauberdi, e agora, na actualidade, o responsável pelo Tchon di Kauberdi – Francisco Fragoso.
Francisco Fragoso - Prémio de Mérito Teatral, atribuído pela Associação Mindelact há já alguns anos atrás – é um nome incontornável na ainda breve história das artes cénicas crioulas, e continua no activo, agora na diáspora, mais concretamente em Portugal.
Com a devida vénia – acrescida dum tradicional ‘muita merda!’ – retomamos aqui neste espaço, o ‘papel’ da Inforpress, com o seguinte título: Teatro: “Tchon di Kauberdi” organiza apresentações e formações na arte cénica em Lisboa



‘O grupo cénico “Tchon di Kauberdi” tem previsto para inícios de Dezembro, numa série de apresentações e formações de arte cénica, na sede da Sociedade da Língua Portuguesa (SLP) em Lisboa, soube a Inforpress.
Tchon di Kauberdi, que integra 25 elementos, entre eles, actores, cenógrafos, aderecista, músicos, bailarinos, sonoplasta, luminotécnico e assessor jurídico, foi criado há quatro anos atrás por um grupo de jovens com descendência cabo-verdiana e é orientado pelo encenador e director artístico, Francisco Fragoso.
Segundo esse responsável, a qualidade artística e cénica do grupo é fruto de um aturado e lúcido trabalho “ipso facto, et pour cause”, perseverante, que vem desde os primórdios da sua criação e edificação, cujo corolário lógico foi a sua auspiciante estreia em 2006.
“Não foi, por mero acaso, que, desde a primeira hora do seu advento que o Tchon di Kauberdi tem conseguido um importante e elevado apoio institucional e artístico da Escola Superior do Teatro e Cinema de Lisboa”, salienta Francisco Fragoso.
Segundo o encenador e director artístico do Tchon di Kauberdi, com estes apoios o grupo tem levado a cabo um trabalho de experimentação artística, teatral e estética, no sector de pesquisa, não só, no âmbito cénico e teatral, mas também, no domínio cultural.
Neste caso, por tratar-se de uma associação cultural cabo-verdiana, os trabalhos de pesquisa recaem sobre a cultura nacional, mas respeitando a famosa frase do líder Amílcar Cabral em que aconselha: “Ao mesmo tempo que liquidamos a cultura colonial e os aspectos negativos da nossa própria cultura (…), devemos criar uma outra cultura baseada sobre as nossas tradições, mas respeitando tudo o que mundo conquistou hoje para servir o homem (…)”.
PC’

terça-feira, novembro 04, 2008

Mais Teatro!!! TIM com peça nova

fotos: João Barbosa

Nôs Santa Luzia é a nova proposta do TIM, já para amanhã dia 5, com reposição no dia seguinte:
TIM - O teatro ao serviço
da sensibilização ambiental
Novembro 2008 – no CCM
Dia 5 - 20:00 e dia 6 21:00

A Conservação Marinha e Costeira

O Projecto de Conservação Marinha e Costeira (PCMC) de Cabo Verde enquadra-se no âmbito do Plano de Acção Nacional para o Ambiente (PANAII), na estratégia de conservação da WWF, e no Programa Regional de Conservação Marinha e Costeira da África do Oeste (PRCM) em particular. O projecto foi elaborado em concertação com as instituições em Cabo Verde, financiado pelo governo da Holanda, e está sob tutela da Direcção Geral do Ambiente.

O projecto tem como objectivo “salvaguardar a diversidade biológica marinha e insular de Cabo Verde em benefício do desenvolvimento durável do país”. Entre outros objectivos específicos, o projecto pretende criar através de um processo participativo, duas Áreas Marinhas Protegidas (AMPs), a Baia da Murdeira na ilha do Sal e Santa Luzia, ilhéus Branco e Raso, devido à importância para a biodiversidade e ao papel que ambas representam na sustentabilidade dos recursos pesqueiros.

O processo participativo de criação das AMPs, permitirá analisar os constrangimentos de utilização dos recursos pelos actores e intervenientes na zona, assim como delinear estratégias de aproveitamento e de gestão, através dos conhecimentos e experiências tanto das instituições do domínio, como dos pescadores artesanais.

No intuito de apoiar o processo de criação e elaboração de um plano de gestão para a AMP de Santa Luzia, ilhéus Branco e Raso, visando a conservação e gestão durável dos seus recursos, o PCMC em parceria com o grupo TIM criou em 2006 a peça teatral “Linha de pesca”. Dando seguimento ao processo, foi então planeado uma segunda peça teatral “ Nhôs Santa Luzia” de forma a demonstrar os caminhos até então percorridos, reforçando os actores no processo de concertação, negociação e gestão participativa dos recursos na AMP.

Pelo WWF



As razões dum Projecto – ou o porquê dum Linha de Pesca II

Após o que pode ser considerado de ‘objectivo atingido’, com a apresentação em vários espaços e locais, e em algumas das ilhas do país, da peça escrita e montada pelo Teatro Infantil do Mindelo e a WWF – LINHA DE PESCA – e com a constante evolução nestas Ilhas e no Mundo dos problemas e necessidades de preservação ambiental, mas sobretudo tendo em conta a contínua degradação desse equilíbrio, e a necessidade de fazer mais para assegurar a biodiversidade marinha, o renovar do desafio de criar mais uma ‘estória’ à volta dos pescadores, do mar, do ambiente, das novas áreas marinhas protegidas… e o nascimento de uma nova ‘estória’ – Nôs Santa Luzia.


Inserido nessa preocupação/missão pedagógica e ambiental inerente aos objectivos do TIM, os seus actores membros, após ‘beber’ de esclarecimentos sobre a actualidade e novas mensagens a passar para a comunidade piscatória e não só, de acordo com as mesas de conversação que reúnem todos os agentes envolvidos na exploração marinha em Cabo Verde, lançam mãos à obra na construção da dramaturgia. Dramaturgia que surge com o empenho colectivo dos actores do TIM, na criação das estórias que servem de base para a mensagem de preservação e protecção do nosso meio marinho.

Em sessões próprias de improvisos e escrita continuada, nasce o enredo… Dá-se de novo, vida! E a história continua. A vida dos nossos já conhecidos três pescadores (Albertino, Djondjon e Chico, mas também da gestora de recursos marinhos pela preservação, Ana Paula, e das vendedeiras Tudinha e Juninha) personagens marcados pela vida real de uma das nossas muitas aldeias piscatórias, segue. Segue, obviamente sempre colada à faina e á vida dura dos homens do mar, e com as preocupações actuais em relação ao peixe cada vez mais escasso, e à inerente necessidade de preservar para que não falte amanhã. Aliás, a filosofia do velho pescador Albertino permite-lhe afirmar categoricamente: ‘Pésca de manhá ta dependê tcheu de pésca d’ahoje!!!’

Resumindo, nos tempos que correm, com as dificuldades acrescidas, do peixe cada vez mais longe da costa, impõe-se para todos a necessidade de gestão. Uma gestão imposta pela necessidade de preservar para poder continuar a dispôr…

Os nossos homens e mulheres da pesca e do mar, precisam se adaptar aos novos tempos, e paulatinamente, pela necessidade, pela descoberta, pelo amor lutam e lutam, procurando vencer na Vida. Mesmo que seja necessário mudar velhos e tradicionais hábitos seculares de pesca enraizados no ‘modus operandi’ da faina nas ilhas.

A palavra de ordem é ‘preservar para não faltar’. Respeitar a Natureza, ou dito de forma mais correcta: voltar a respeitar a natureza, ajudando a que se mantenha o equilíbrio natural das coisas…

Um contributo para a massificação das preocupações, consensos e soluções dos agentes da exploração marinha, saídas das permanentes mesas de concertação.

E em última instância, divulgar as medidas tomadas para proteger o património natural, pois é necessário proteger e mesmo voltar a criar esse verdadeiro tesouro marinho que ainda temos, pois a qualidade ambiental está em muito relacionada com os esforços de preservação que todos queremos que sejam enormes.

Pelo TIM

Nôs Santa Luzia - FICHA ARTÍSITCA
Dramaturgia
& Encenação
Colectivo, com coordenação de Fonseca Soares
Direcção Artística
Elisabete Gonçalves
Interpretação
Anselmo Fortes
Elisabete Gonçalves
Nuno Delgado
Fonseca Soares
Sílvia Lima
Zenaida Alfama
Design Gráfico
Roger Rocha
Produção
Elisabete Gonçalves
Mirtó Verissimo
Apoio Iluminação: CCP Apoio Som: DC SOUND

quinta-feira, outubro 30, 2008

Mais um Curso de Iniciação Teatral - Inscrições abertas

É! Aí está uma boa notícia!
Nos últimos dois anos, muita gente nos abordou a perguntar pelos famosos 'Cursos de Teatro'. 'Há dificuldades ou indisponibilidades... creio que financeiras...' Era a minha resposta aos ansiosos por saber informação sobre o próximo curso do CCP. Conjugaram-se esforços, o CCP Mindelo conseguiu o apoio CCM... Dionísio deve ter supervisionado!
E agora a resposta. Inscrições já estão abertas aí no Centro Cultural Portugês do Mindelo.
E não há dúvida nenhuma que esta é uma decisão importante, pois todos estarão de acordo que os cursos de iniciação teatral do CCP foram e continuam a ser o que podemos chamar de 'alicerces' da nova largada do teatro em S.Vicente, e no país.
Aos interessados... a hora é esta!

quarta-feira, outubro 29, 2008

Teatro: Comédia absurda "Os Antílopes", sobre "a relação dos brancos com África"


Aqui no Teatrakácia, apraz-nos falar desse homem do teatro que, na nossa óptica, representa bem a essência do Teatro: Partilhar!
Porque, no Teatro tudo se faz a partir da necessidade de partilhar, começando pelo dramaturgo que, mais não faz do que atender a essa vontade de partilha de uma história que lhe povoa a mente. É verdade, para que aconteça Teatro, muita gente ‘apaixonada’ tem que partilhar tudo até chegar ao espectador…
Mas voltando à origem deste post. Estreia em Portugal da peça do sueco Henning Mankell, “Os Antílopes” que conta a história quase sempre problemática da relação dos brancos com África.
Com a devida vénia, o ‘papel’ da Lusa aqui no Teatrakácia:
“A Companhia de Teatro de Almada estreia quinta-feira a comédia absurda “Os Antílopes”, do escritor sueco Henning Mankell, no Teatro Municipal de Almada, numa encenação de Solveig Nordlund.
“[A peça] conta a última noite em África de um casal de cooperantes que está à espera do substituto do marido num projecto do Banco Mundial para abrir poços… e o substituto acaba por chegar”, disse à Lusa a encenadora sueca naturalizada portuguesa.
Os actores Isabel Muñoz Cardoso, José Airosa e Rogério Vieira vestem a pele das três personagens desta comédia, que a encenadora escolheu para apresentar este escritor e argumentista sueco de 60 anos, que há muito tempo vive entre a Suécia e Moçambique e cuja obra nunca foi representada em Portugal.
“Ele diz que os negros são as personagens principais da peça, mas são invisíveis. Portanto, os actores da peça são os brancos, a peça é sobre a relação dos brancos com África”, explicou Solveig Nordlund, uma relação que Mankell “conhece bem”, porque vive e trabalha em Maputo, como director do Teatro Avenida, para o qual escreve e encena.
“São dois mundos - é isso que ele sublinha - que não se conhecem e, de facto, não se compreendem”, observou.
Sobre a sua ida para África, o escritor explica, citado no comunicado do TMA, que não foi “por motivos românticos”.
“Aqui não há nada de paradisíaco - bem pelo contrário. Mas desde a infância sabia que um dia havia de vir para cá”, afirma Mankell, que nasceu numa pequena cidade do nordeste da Suécia, se casou com a filha do cineasta Ingmar Bergman e foi, durante anos, dramaturgo e encenador, até publicar, em 1973 o seu primeiro romance, e se celebrizar com o policial “Assassino sem Rosto”, a que se seguiram outros (publicados em Portugal pela Presença).
“Fico colérico quando oiço a forma como se fala de África [na Europa]. Sabemos tudo acerca de como os africanos morrem, e nada sobre a forma como eles vivem! Chegou a altura de África invadir a Europa com as suas histórias, tal como fez a América Latina nos anos sessenta”, defende.
Henning Mankell mantém a sua ligação à Suécia, através da editora que fundou, a Leopard, na qual utiliza os lucros das vendas dos seus romances policiais para publicar autores africanos.
Fundou igualmente uma oficina de escrita, a que chamou Memory Books, para que pessoas infectadas com o vírus da sida possam deixar aos filhos um testemunho das suas vidas. “Os Antílopes” estará em cena na sala experimental do Teatro Municipal de Almada (TMA) até 30 de Novembro, de quarta-feira a sábado às 21:30 e ao domingo às 16:00.
Na quinta-feira, depois da estreia da peça, pelas 23:30, será inaugurada na galeria do teatro uma exposição de pintura da autoria da encenadora, realizadora e pintora Solveig Nordlund, de 64 anos, à qual o TMA dedica o mês de Novembro.
A completar o programa, decorrerá ainda um ciclo de cinema, em que serão exibidos quatro filmes por ela realizados, o primeiro dos quais será, no dia 04, “Comédia Infantil” (2003), uma adaptação de um livro de Mankell com o mesmo nome, editado em Portugal pela Asa.
“É uma história sobre crianças de rua em África, crianças na guerra, é uma história mágica e muito bonita”, referiu.
A 13 de Novembro, será projectado o filme “Aparelho Voador a Baixa Altitude” (2002), dia 15 será a vez de “Uma História Imortal” (1992) e, a 19, “Uma História Imortal” (2003).”
Enfim, com isso, levanta-se o véu da paixão de vida de um branco que do contacto com África, saiu (ou nunca mais de cá saiu!, pois vive em Moçambique, e é encenador do grupo de teatro daquele país irmão - Mutumbela Gogo - por sinal grupo que já esteve no nosso MINDELACT) apaixonado, e com uma missão particular: ajudar a melhorar um pouco que seja, a vida do Africano.

terça-feira, outubro 14, 2008

Teatro Infantil

Uma peça bem conseguida da vertente teatro infantil do Atelier Teatrakácia, é com certeza ‘A BRUXINHA QUE ERA BOA’, da dramaturga brasileira Maria Clara Machado. ‘Zum-zum-zum mi ê bruxinha… zum-zum-zum mi ê mázinha’, cantiguinha das bruxas que ficou nos lábios das nossas crianças, (e não só!) aquelas que foram ver a peça.
Uma reposição possível… a ser pensada, talvez para o Natal…

E isso acontece numa altura em que, do Brasil da dramaturga, chega-nos a notícia de que o ‘espectáculo infantil ( A bruxinha que era boa ) estará em cartaz neste domingo (19), em sessão única às 10h30, na sala de espectáculo do Departamento de Teatro (Av. Getulio Vargas, 128).
“A Bruxinha que era Boa”, marca a estreia da Oficina de Teatro da Secretaria da Criança e do Adolescente (SECA), em parceria com o Departamento de Teatro da Secretaria de Cultura. Citamos isto, pensando na ‘presença da Cultura – ministério – na vida, no dia-a-dia, da produção cultural do Brasil. Presença assumida, por se acreditar no papel do ministério (Secretaria) na facilitação, no criar de condições para que os agentes possam produzir… mas isso é outra ‘estória’, e não serve para menino dormir…
Regressemos à peça: ‘Se a princípio, "A bruxinha que era boa " pode ser vista como a eterna luta entre o bem e o mal, uma análise maior nos leva a reflectir sobre temas relacionados com inclusão e exclusão social. De como somos treinados a dar as mesmas respostas às mesmas perguntas.Todas as bruxas têm uma só maneira de ser, de se vestir e viver. Agem e se manifestam de forma igual. Pensam e respondem de forma igual. Mas, entre tantas, há uma bruxa diferente: a Bruxinha Ângela. Uma bruxa que dá respostas diferentes das do grupo. Seu amor à liberdade - sonho de voar por sobre as árvores maiores - repele a "iniciação" a que todas as bruxinhas são submetidas. E assim, como castigo deve ser excluída do grupo, e condenada a ficar presa na "Torre de Piche". Haverá antídoto contra essa bruxaria?Bruxo - Qual é a melhor coisa do mundo?Bruxinha Ângela - Deve ser andar de vassoura a jacto, lá por cima no céu perto das árvores maiores!Bruxo - ... tu és a pior aluna que já tive. Hoje à noite terás a última oportunidade. Se não fizeres nada, serás presa na Torre de Piche. E nunca mais sairás. Todas as bruxas terão que fazer suas primeiras maldades esta noite.

Mas a bruxinha-boa é claro que não há-de conseguir ‘ovelhizar-se’… uma ‘estória que traz de volta e ‘entrega’ às nossas crianças hoje – homens de amanhã – valores outros, dos bons, que hão-de contribuir para um Homem melhor nestes tempos modernos que cada vez mais menosprezam os bons valores humanos…




“A Bruxinha que era Boa”, montagem do Atelier Teatrakácia. Texto de Maria Clara Machado, Direcção de Janira Gomes e Herlandson . Assistência de Direção de Mariza Santos e Carlos Silva.
Elenco: Ivone Santos – a bruxinha diferente

quinta-feira, outubro 02, 2008

Dramaturgia


Aquilo que falta por cá, embora já tenhamos estado bem piores em períodos de longas pasmaceiras cénicas, faz com que estejamos sempre bem atentos a qualquer 'movimentação' nesse espaço - a dramaturgia. Pela pena da Jornalista Otília Leitão, in asemana-on-line, chega-nos esta 'lufada de ar fresco'. Um dramaturgo caboverdiano, com 'canudo' e tudo: Armindo Tavares.

É claro que queremos saber mais. Tudo!

Com a devida vénia...


Postal de Lisboa

Numa Juventude marcada por desafectos, Armindo Tavares nunca tinha lido um jornal até aos 22 anos. Hoje é, aos 48 anos, o primeiro cabo-verdiano a obter uma licenciatura em “Dramaturgia” na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e, publicado o seu ensaio “As Aventuras de Nhu Lobo”, prepara-se para lançar o mesmo em DVD animado. Na mão tem mais de 20 peças prontas a publicar, classificadas por “tragédias”, “comédias”, “tragicomédias”, “melodramas” e “dramas”, além de cinco obras de autores estrangeiros traduzidos em crioulo. Por: Otilia Leitão
Da janela do pequeno escritório na sua casa na Amadora, frente a um jardim verdejante, numa manhã solarenga que Armindo Martins Tavares, comparou com o calor cabo-verdiano, o autor fala-me ainda da compilação de estórias de Nhu Lobo deixadas para publicação, em 2005, no Instituto Nacional da Biblioteca e do Livro em Cabo Verde, que aguarda ainda qualquer resposta, um direito ao “sim” ou ao “não”, porque o silêncio esconde cumplicidades subjectivas.
Nas paredes da sua sala estão fotos de familiares, sobretudo dos seus filhos mas não dos seus progenitores. O desafecto do seu pai que lhe vedou o acesso ao conhecimento e lhe infligiu violências físicas e psicológicas está ostensivamente presente neste homem que já apresentou “Aventuras de Nhu Lobo” (teatro) na sua própria terra, Santa Cruz, ilha de Santiago, mas de “sala vazia”. Porquê? Perguntei-lhe, ao mesmo tempo que lhe acrescentei a metáfora da cobra que corria, corria, atrás de um pirilampo saltitante, para o matar, sem motivo... apenas porque o seu excessivo brilho a incomodava...
Armindo sublima esse facto, até porque apresentou esse ensaio, de capa ilustrada com um desenho de sua filha de onze anos, este Verão na capital cabo-verdiana, na exposição “Lusofonias, Culturas em Comunidade” no Palácio Cabral em Lisboa e este fim de semana, na Câmara Municipal da Amadora. É decididamente um homem do Teatro, que tem deferências com o actor, médico e dramaturgo, fundador do tradicional grupo ” Korda Kaoberdi, Francisco Fragoso.
Esta sua paixão desabrochou na idade madura, depois de um percurso a tentar encontrar um caminho para a sua vida, por si trabalhada, sem os pilares familiares que o harmonioso desenvolvimento humano necessita. Nasceu em Chã de Nispre. Só aos 9 anos se matriculou na escola primária. Andou 53 quilómetros a pé para fazer o exame da quarta classe e teve que vender umas calças jardineiras para pagar a matrícula do ensino secundário, em 1974. Tudo de forma intermitente entre “lambadas e palavras rancorosas” de um pai que tem quarenta filhos. No seu livro lê-se: no dia 7 de Outubro de 1974, véspera do início do ano lectivo na Praia, de sacola às costas e pronto para sair ouviu do pai: “Aonde é que o senhor vai? (palavra que significava a ausência de respeito ou estima). “Vou à Praia, as aulas começam amanhã”, explicou - “Vai mas é lá posar o saco. Tu é que mandas?” Armindo Tavares só fez o 1º ano, sete anos mais tarde, em 1982, já desmobilizado do serviço militar.
Depois do trabalho em notariado nas ilhas do Fogo, Brava e Praia e já com o 7º ano concluído, Armindo juntou-se a sua mãe, Ilda Mendes, a “Zita”, mulher, mãe de oito filhos, que emigrou de Cabo Verde, sozinha, para a Pedreira dos Húngaros, em Oeiras, um bairro de barracas de lata e cartão, hoje substituído por habitações sociais de alvenaria.
Depois, foi o trabalho temporário, às vezes precário, na construção civil, recepcionista, segurança, animador cultural, ao mesmo tempo que corria para as aulas nocturnas de Direito na Universidade Lusíada (1996), numa altura em que auferia um salário de 40 contos (200 euros) e a propina era 150 contos. Cursou outras ferramentas como Informática, Análise e Programação em (2001), Licenciatura em Dramaturgia (2006), Técnico de Produção Multimédia (2008).
Homem desempoeirado e de verbo fluente, que dá aulas e consultadoria documental, Armindo Tavares revela uma irreverência que não se conforma com respostas ambíguas. “Para me contrariarem o argumento, têm de dar-me uma explicação alternativa, coerente...”, justifica, admitindo que o inconformismo que o faz denunciar prepotências da polícia, incompetências de funcionários, atitudes de xenofobia ou má educação, o apelidam de “confuzento” (conflituoso), mas em meu entender é apenas uma pessoa que gosta de verdade e justiça e apenas pretende exercer os seus direitos consagrados na Constituição e demais documentos internacionais. Um dia perdeu o seu voo de Lisboa para Cabo Verde, porque ousou contestar uma informação incorrecta...a polícia quis ver-lhe todos os documentos...
Afinal, Armindo Tavares, o menino “de asas cortadas” a cavar a terra, mas que queria voar alto - tradutor para crioulo de obras de Tchekov, Alfred Jarry, Carlo Goldoni e Samoel Beckt, autor de tantas dramaturgias e de outras literaturas como o dicionário de crioulo/português (variante de Santiago) por publicar - confidenciou-me que as dezenas de ensaios que possui, escreveu-os antes de fazer o seu curso de teatro. “Hoje sei o que desconhecia! Aquilo que escrevia... já era teatro!”
otilia.leitao@gmail.com

segunda-feira, setembro 15, 2008

MINDELACT 2008 - ACABOU!


Em termos de programação, de espectáculos, de frenesim, de muito trabalho, do montar e desmontar de luzes, de equiupamentos mil... e sobretudo essa parte mais importante: do chegar para a concentração (a horas, não obstante serem quase todos crioulos...) - criando as condições que completam o momento mágico - do PÚBLICO, que merece um aplauso bem forte pela sua presença constante, generosa, participativa, contagiante!

'Um homem, Uma mulher e um frigorífico', num texto maravilhoso bem ao estilo do Mário Lúcio e com belas interpretações de Raquel e Valdir, teve as honras de fechar mais este Festival. Mais um. E era o décimo quarto. Um presidente da Associação Mindelact feliz, no encerramento, lançava o mote: 'até ao próximo, cuja preparação já começou...' Será o 15º da história desse Festival Internacional de Teatro que traz 'teatre de munde' para o país, para o Mindelo. Um Festival que se mantém teimosamente de pé, graças à força e generosidade de um punhado de jovens amantes do teatro que tudo dão, do seu tempo, do seu esforço, da sua alegria e sobretudo do seu amor... Sem esquecer, é claro, a CMSV, o Ministério da Cultura e todos os mecenas que também foram 'conquistados' ao longo dos anos pela organização. E ontem, no encerramento com a presença do titular da pasta da Cultura, Manuel Veiga quase que prometeu um Auditório/Teatro para Ilha de S.Vicente. Amen.

O 14º Festival Mindelact passou à história. Com um nível de qualidade, na nossa opinião, mais homogénea em relação a anos anteriores. Por outras palavras, uma qualidade a nivelar-se, não havendo grandes discrepâncias em relação ao nível dos espectáculos programados. E aqui convém realçar a nossa participação na Festa do Teatro, com 'Cordão Umbilical'. Era a estreia absoluta, com todo o nervosismo inerente, acrescido do facto de estar nessa nossa montra maior - o Mindelact. Globalmente, correu bem. Belo cenário, deficiências na iluminação, corte d'algumas cenas por causa do tempo, belas interpretações... em suma, boa prestação do nosso ATELIER TEATRAKÁCIA. Mas regressando ao global do Mindelact 2008... o público: o público, aliás a razão de ser de toda essa movimentação, demonstrou satisfação, alegria, fidelidade, generosidade, amor por esta arte (a cénica). Sempre presente (de serviço), e a encher completamente o Auditório do CCM e os vários outros espaços, ao longo dos 11 dias de muito teatro, de 'teatre d'mund na Sóncent'.

sexta-feira, agosto 29, 2008

Maria Clara Machado - a dramaturga-mór do Atelier Teatrakácia

A esta não poderíamos fugir:
Maria Clara Machado – aqui no Atelier Teatrakácia – é um nome ‘fétiche’. Ela é a dramaturga-mor deste grupo, em termos de teatro infantil. Pluft – o fantasminha e A bruxinha que era boa, não nos deixam mentir.
Através do Jornal do Brasil ficámos a saber da boa nova:
Câmara do Rio de Janeiro entrega medalha Pedro Ernesto à Maria Clara Machado
JB Online
RIO - A Câmara Municipal do Rio entrega nesta sexta-feira, às 19h, as medalhas Pedro Ernesto ao Teatro Tablado e post mortem à sua fundadora, Maria Clara Machado, por iniciativa da vereadora Andrea Gouvêa Vieira.
Fundado em 1951 pela mineira Maria Clara Machado, o Tablado é um ícone da cultura carioca. Formou cinco mil atores e revelou grandes talentos, como Andrea Beltrão, Miguel Falabella, Marieta Severo, Cláudia Abreu, Louise Cardoso, Malu Mader, Marcos Palmeira, e muitos outros...
Como palco, o Tablado tem propiciado aos cariocas o que há de melhor na dramaturgia, sobretudo um teatro infantil de altíssima qualidade.
Dama do teatro brasileiro, Maria Clara Machado deixou um legado inestimável de peças infantis que têm encantado gerações, como "O rapto das Cebolinhas", "A Bruxinha que era boa", "O Cavalinho Azul" e "Pluft, o fantasminha".
Amanhã, Pluft, o fantasminha, estará no plenário da Câmara, para assombrar a solenidade. O Cavalinho Azul –fábula dos sonhos- também já confirmou presença na cerimônia. O Tablado era o Cavalinho Azul de Maria Clara Machado.

quinta-feira, agosto 28, 2008

“Um Homem, uma Mulher e um Frigorífico” em estreia no CCP da Praia – antes de rumar para MINDELACT 2008


No Mindelact 2008, a ter lugar já a 4 de Setembro próximo, o espectáculo está previsto para o Encerramento, domingo - 14 de Setembro.

“Um Homem, uma Mulher e um Frigorífico” é uma produção do Projecto fActo, no Festival a representar Santiago / Cabo Verde.

'Vinte e cinco anos. Vinte e cinco longos anos… de casamento. As bodas de prata são o momento propício para questionar um quarto de século de vida em comum. De sonhos, de alegrias, de paixões e frustrações… É o momento da cobrança… '

O texto de Mário Lúcio Sousa roça o absurdo, propõe uma viagem ao universo da loucura.

Com a devida vénia, transcrevemos aqui no Teatrakácia, a informação sobre a estreia absoluta na capital, da peça do Mário Lúcio:

“Um Homem, uma Mulher e um Frigorífico” é título da peça de Mário Lúcio Sousa a ser estreada no Instituto de Camões/Centro Cultural Português (IC/CCP), na Praia, nos próximos dias 4 e 5 de Setembro.
Com encenação de João Paulo Brito e a interpretação de Raquel Monteiro e Valdir Brito, a peça é fiel a uma sinopse que aborda a questão: “É. como é que chegamos a esse ponto?”…Vinte e cinco anos. Vinte e cinco longos anos de casamento. As bodas de prata são o momento propício para questionar um quarto de século de vida em comum. De sonhos, de alegrias, de paixões e frustrações… É o momento da cobrança…”.
O texto de Mário Lúcio aflora o “Absurdo”, propõe uma viagem ao universo da loucura e os restantes elementos, de “FACTO”, embarcam na proposta e o resultado é: Um Homem, uma Mulher e um Frigorífico.
O Projecto de “FACTO”, que concebeu artisticamente este espectáculo, fazem ainda parte Betty Fernandes (direcção de movimento), Mano Preto (cenografia e adereços), Paulo silva (desenho de luz), José Pedro Bettencourt (sonoplastia), Dulce Sequeira (direcção de cena), César Schofield (design gráfico), estando a produção a cargo de Raquel Monteiro.
PC

Da nossa parte, o tradicional 'muuuuita meeeerda!!!', quando até podemos ver essa coincidência da estreia na capital a 4 de Setembro... como uma espécie de convergência e unidade do teatro nacional, ou d'outra forma, uma abertura descentralizada do Festival Internacional de Teatro - Mindelact 2008

terça-feira, agosto 26, 2008

FORMAÇÃO


Formação de CLOWN para formadores

Numa iniciativa da Associação Italiana Stringhe Colorate em colaboração com Espaço Jovem, vai acontecer a partir de hoje, 26 de Agosto, pelas 19:00 horas, no Centro Social do Madeiralzinho.

Trata-se de uma formação para monitores, actores, professores, educadores e outros interessados, numa proposta do artista André Casaca.

É aproveitar, numa terra onde a formação é sempre escassa, sobretudo nessa especialidade. Ainda mais, pelo facto de ser gratuito.
Mas há mais! Dionísio deve estar pr’aqui virado!

Outra formação da mesma iniciativa, mais a parceria da Escola Secundária Jorge Barbosa: Formação de construção e animação de Marionetas para formadores, pelo formador Paolo Cattaneo.
Esta formação está aprazada para iniciar a 1 de Setembro, pelas 18:30, na Escola Secundária Jorge Barbosa. Também sem custos.

Para mais informações – válido para as duas formações - contactar Verónica – 977 38 31.

sexta-feira, agosto 22, 2008

Festa do Teatro de Língua Portuguesa no Piauí


Os nossos rapazes (João Branco e Anselmo Fortes) e raparigas (Bety Gonçalves, Ludmila Évora, Sílvia Lima e Zenaida Alfama) já estão a caminho do Brasil. A equipa do Grupo de Teatro do CCP do Mindelo, actores e técnico envolvidos na peça ‘Mulheres na Laginha’, parte hoje sexta-feira em direcção ao Piauí, para levar o nosso quinhão para a festa do teatro de língua portuguesa – com duas actuações previstas para os dias 26 e 28 corrente.
Na última semana deste quente mês de Agosto, a capital Teresina será palco para espectáculos idos de Cabo Verde, Portugal, Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe e do Brasil, no Festival de Teatro Lusófono;
Zé Celso Martinez Corrêa e Lucélia Santos estão entre os palestrantes convidados.

Um jornalista brasileiro escreve o seguinte, a propósito dessa Festa do Teatro Lusófono:
‘Uma das vantagens mais alardeadas sobre a construção de um aeroporto internacional no litoral do Piauí é que ele tornaria a Europa mais próxima do Brasil. Seis horas de vôo, afirmam os entendidos no assunto. Mas um tradicional grupo de teatro descobriu uma maneira de aproximar Europa, África e o Brasil usando muito menos recursos do que levaria a construção de uma pista de pouso internacional no Estado que tem a menor extensão de litoral do Nordeste. Entre os dias 24 e 31 de agosto, Teresina, a capital do Piauí no Brasil recebe espetáculos vindos de Portugal, Moçambique, Angola, Cabo Verde e São e Príncipe, que se juntam aos brasileiros Bando de Teatro Olodum (Bahia) e ao músico Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado (Paraíba) no Festival de Teatro Lusófono – o primeiro festival internacional a acontecer no Estado.
Ousado para os parâmetros das artes cênicas piauienses, o FestLuso vem sendo pensado e produzido há mais de dez anos pelo Grupo Harém de Teatro, trupe famosa por manter-se em cartaz por mais de 15 anos com a peça “Raimunda Pinto Sim, Senhor”, do dramaturgo Francisco Pereira que dedicou a trilogia da qual o texto faz parte à dama do teatro brasileiro Fernanda Montenegro.
O primeiro passo – ou estender de mãos – deu-se por volta de 1998 quando o ator e produtor Francisco Pellé mudou-se temporariamente para Portugal, no intuito de trabalhar com as companhias daquele país e construir uma ponte de parcerias com elas.
“A realização deste festival é o resultado final de um processo que começou com a minha ida para Portugal há dez anos. Em todo esse tempo, o Grupo Harém tem viajado sistematicamente àquele país no intuito de sedimentar essa relação com o teatro de língua portuguesa”, destaca o ator e produtor Francisco Pellé.
Durante esse tempo, o Harém estreitou laços com grupos como Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo, de Cabo Verde, do Teatro Extremo, de Almada, em Portugal, do Grupo de Teatro de Pesquisa “Serpente”, de Kixingangu, em Angola para citar algumas das companhias estrangeiras que virão ao FestLuso.
Os espetáculos dos oitos grupos – contando com o Harém, que apresenta-se com “Raimunda Pinto Sim, Senhor” – vão ocupar o Theatro 4 de Setembro, casa de espetáculos que fica no centro de Teresina e é a mais tradicional do Estado, e o Teatro Municipal João Paulo II, construído há três anos na periferia da cidade. A programação também conta com oficinas para artistas ministradas por profissionais como a coreógrafa Lenora Lobo, a dramaturga Gisela Cañamero e o diretor Joaquim Paulo Nogueira, esses últimos portugueses.
A riqueza e a diversidade do teatro de língua portuguesa no Festival de Teatro Lusófono atraiu gente famosa como o diretor de teatro José Celso Martinez Corrêa que ligou pessoalmente para Arimatan Martins, diretor do Harém para comunicar sua vinda. Ele aproveita a visita à Teresina para ministrar uma aula show sobre os 50 anos do Teatro Oficina.
Outra presença marcante no FestLuso será a da atriz Lucélia Santos. A artista participa de mesa-redonda sobre o resgate e a preservação da língua portuguesa no mundo. O convite da atriz foi reforçado pelo trabalho que ela vem realizando ao longo dos anos na Ásia, em especial no Timor Leste onde filmou e dirigiu o documentário 'Timor Lorosae - O Massacre que o Mundo Não Viu'.
“O objetivo do Festival Internacional de Teatro Lusófono é a integração entre os grupos teatrais falantes da língua. O critério de escolha dos convidados levou em conta exatamente o trabalho que elas desenvolvem para divulgar a língua portuguesa em todo o mundo”, explica Pellé.
Muuuuuita Meeeeeerda!!!

terça-feira, agosto 19, 2008

Mais opiniões sobre o filme 'Mindelo - Tráz d'horizonte' na sua estreia no Brasil


Vejamos outras leituras críticas de ‘Mindelo – traz d’horizonte’

CINEMA
Retrato poético de Cabo Verde

O segundo longa estrangeiro da mostra competitiva do 36º Festival de Gramado é um documentário sobre Cabo Verde:
Mindelo – Traz d’Horizonte registra em imagens as magníficas paisagens, o povo e a cultura do arquipélago situado no meio do Oceano Atlântico. Concentrando-se na cidade portuária de Mindelo, a segunda maior do país, o diretor e roteirista grego Alexis Tsafas registra o cotidiano da gente cabo-verdiana – fruto da mistura de portugueses e africanos, cuja língua crioula é de uma prosódia melodiosa.
Música, aliás, é a pedra de toque de Mindelo: abrindo mão de narração, comentários ou entrevistas, o filme envereda pelo caminho do documentário poético, embalado pela trilha sonora do compositor, pianista e poeta cabo-verdiano Vasco Martins e pontuado por ritmos característicos como a morna e pelo trabalho de músicos como o compositor Manuel de Novas, o violonista Voginha, a cantora Gabriela Mendes e a mitológica Cesária Évora, a “Diva de Pés Descalços”. Nesse sentido, Mindelo lembra outro belo filme exibido em Gramado:
Suíte Havana, do cubano Fernando Pérez, vencedor do Prêmio Especial do Júri e do Prêmio da Crítica no festival de 2004.
ROGER LERINA
(in http://bl114w.blu114.mail.live.com/mail/InboxLight.aspx?FolderID=00000000-0000-0000-0000-000000000001&InboxSortAscending=False&InboxSortBy=Date&n=1196335413)

E também registamos aqui as palavras do realizador Alexis Tsafas sobre a presença de ‘Mindelo’ no Festival de Cinema de Gramado 2008:

‘Em Brasil tudo foi um sonho. O público gostou e aplaudiu muito. Os melhores críticos dos jornais de São Paulo e do Porto Alegre escreveram boas palavras (já fiz um arquivo com os jornais para mostrar-te). Também os críticos me prometeram apoio para a fundação de um cine clube em Mindelo. Não era fácil um documentário ganhar o prémio porque os outros filmes eram ficções, produções de altos orçamentos e foram filmados em 35mm.
Acabei de ler o artigo da Semana-on-line com algumas referências críticas más. São escritas só em páginas da internet não importantes.
Um crítico, um dos mais respeitáveis do Brasil, o Luis Carlos Merten, gostou o nosso filme e escreveu no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO (um jornal importante) que o «…Mindelo já foi um passo à frente do argentino “Por sus próprios ojos”» (É o filme que ganhou muitos prémios).
O Daniel Soares do jornal Correio do Povo, de Porto Alegre escreveu «…o colombiano Perro come perro é o mais cotado a levar o Kikito, além de Mindelo atrás de horizonte de Alexis Tsafas, que foi muito aplaudido na terça.»
Também, entre outros, a presidente da Associação dos Críticos de Cinema do Rio Grande Do Sul, Ivonete Pinto e o crítico da Rede Recorde, Marcos Santuario adoraram o nosso filme.'
Aproveitamos para acrescentar uma carta d'agradecimento da Organização do Festival de Cinema do Gramado, assinada pela Bebel Marques:
Alexis Tsafas, Yannis Fotou e toda equipe do filme MINDELO – atrás de horizonte,
Agradecemos pela participação de vocês, pela fidelidade aos compromissos firmados com o Festival e pelo empenho em tornar o 36º Festival de Cinema de Gramado no evento espetacular que foi em 2008.
Que os filmes apresentados por vocês, independente de terem recebido kikito, tenham um enorme sucesso pelas salas de cinema do Brasil. Afinal, todos são vitoriosos por terem sido selecionados em meio a tantas inscrições que recebemos para esta edição do Festival.
A colaboração de vocês foi ótima. E será inesquecível.
O nosso muito obrigada por terem contribuído de forma tão honrosa para a história do cinema brasileiro!
Parabéns!
Bjs,

Bebel Marques
36º Festival de Cinema de Gramado
Rua José Otávio Mânica, 160 - Santa Teresa
90850-320 - Porto Alegre/RS
(55) 51-3235-1776

Festival de Cinema de Gramado


Teatrakacia, depois de ter anunciado e até certo ponto acompanhado a presença do filme Mindelo - Tráz d'horizonte no 36º Festival de Cinema de Gramado, aproveita para agora também anunciar os vencedores. Pois trata-se de um Festival/Concurso:

O 36º Festival de Cinema de Gramado tem a honra de anunciar os grandes vencedores desta edição do maior festival cinematográfico do país.


Premiação 2008
Longa-Metragem Brasileiro:
Melhor filme de longa-metragem: NOME PROPRIO de Murilo Salles
Melhor Diretor: Domingos Oliveira pelo filme JUVENTUDE
Melhor Ator: Daniel de Oliveira pelo filme A FESTA DA MENINA MORTA
Melhor Atriz: Leandra Leal pelo filme NOME PROPRIO
Melhor Roteiro: Domingos Oliveira pelo filme JUVENTUDE
Melhor Fotografia: Lula Carvalho pelo filme A FESTA DA MENINA MORTA
Prêmio Especial do Júri: A Festa Damenina Morta de Matheus Nachtergaele
Premio de Qualidade Artística: para os Atores Aderbal Freire Filho, Domingos Oliveira e Paulo Jose pelo filme JUVENTUDE
Melhor Diretor de Arte: Pedro Paulo de Souza pelo filme NOME PROPRIO
Melhor Música: Matheus Nachtergale pelo filme A FESTA DA MENINA MORTA
Melhor Montagem: Natara Ney pelo filme JUVENTUDE
Prêmio da Crítica: A Festa Da Menina Morta de Matheus Nachtergale
Melhor filme do Júri Popular: A Festa Da Menina Morta de Matheus Nachtergale
Longa-Metragem Estrangeiro:
Melhor Filme: COCHOCHI de Israel Cardenas e Laura Guzman
Melhor Diretor: Carlos Moreno pelo Filme PERRO COME PERRO
Melhor Ator: Marlon Moreno e Oscar Borda pelo filme PERRO COMOE PERRO
Melhor Atriz: Ana Carabajal pelo filme POR SUS PROPIOS OJOS
Melhor Roteiro: Liliana Paolinelli pelo filme “ POR SUS PROPIOS OJOS
Melhor Fotografia: Juan Carlos Gil pelo filme PERRO COME PERRO
Prêmio Especial do Júri: para POR SUS PROPIOS OJOS
Prêmio de Qualidade Artística: para COCHOCHI
Excelência de linguagem técnica: COCHOCHI de Israel Cardenas e Laura Guzman
Premio da Crítica: Perro come Perro de Carlos Moreno
Melhor Filme do Júri Popular: POR SUS PROPIOS OJOS de Liliana Paolinelli
CURTA METRAGEM
Melhor filme: Areia de Caetano Gotardo
Melhor Diretor: Jaime Lerner pelo filme Subsolo
Melhor Ator: Augusto Madeira pelos filmes Blackout e Noite de Domingo
Melhor Atriz: Malu Galli pelo filme Areia
Melhor Roteiro: César Cabral e Leandro Maciel por Dossiê Rebordosa
Melhor Fotografia: Heloisa Passos por Areia
Premio Especial do Júri: Booker Pittman de Rodrigo Grota
Melhor Diretor de Arte: José de Aguiar pelo filme Booker Pittman
Melhor Música: Booker Pittman pelo filme Booker Pittman
Melhor Montagem: César Cabral e Leandro Maciel pelo filme Dossiê Rê Bordosa
Prêmio da Crítica: : Booker Pittman de Rodrigo Grota
Mostra Gaúcha
Melhor Filme: Um dia como hoje de Eduardo Wannmacher
Melhor Direção: Diego Muller por Cortejo Negro
Melhor Roteiro: Eduardo Wannmacher por Um dia como hoje
Melhor Fotografia: Fernando Vanelli por Cortejo Negro
Melhor Direção de Arte: Rita Faustini por O Sete Trouxas
Melhor Música: Fausto Prado por Subsolo
Melhor Montagem: Fábio Lobanowsky por Um dia como hoje
Melhor Edição de Som: Cristiano Scherer por Rosário dos Navegantes
Melhor Produtor/ Produtor Executivo: Pablo Muller por Cortejo Negro
Melhor Ator: Júlio Andrade por Um dia como hoje
Melhor Atriz: Carolina Sudat por Um dia como hoje
COORDENAÇÃO ASSESSORIA DE IMPRENSA36º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO

quarta-feira, agosto 13, 2008

Mindelo - Tráz d'horizonte foi ontem exibido no Festival de Cinema do Gramado

Foto Gustavo Vara/PressPhoto


Chegam-nos informações da nossa participação - com a co-produção Mindelo - Tráz d'horizonte -no mais afamado festival de Cinema do Brasil. Nas longas metragens em competição, ontem à noite, como se vê na foto, o realizador grego Alexis Tsafas (acompanhado do director de fotografia Yanis Fotou) fez a apresentação antes da projecção. Era a primeira exibição numa sala de cinema. Recorde-se que a estreia absoluta, aqui no Mindelo a 5 de Julho passado, aconteceu no Auditório do Centro Cultural do Mindelo, visto que a triste realidade - ausência de salas de cinema - o impôs!

Com a devida vénia, as informações que nos chegam directamente da Coordenação da Assessoria d'imprensa do 36º Festival do Gramado:
Longa estrangeiro “Mindelo” FOI projetado pela primeira vez numa sala de cinema aqui em Gramado
12/08/2008

“Mindelo – Atrás de Horizonte”, o longa do realizador grego Alexis Tsafas, que estreou ontem à noite em Gramado, conta a história de um lugar especial. “Meu avô era capitão de navio de carga e ele sempre me contava sobre um lugar escondido, um lugar mágico perdido no meio do oceano, onde vivia um povo diferente”, explica o realizador.
O lugar era Mindelo, uma pequena cidade portuária na ilha de São Vicente, em Cabo Verde. Alexis Tsafas também se encantou com a paisagem e a cultura do povo. Mais de dois terços da população são crioulos. “A minha intenção com esta produção era mostrar as tradições dos crioulos de Mindelo para todo o mundo. O documentário faz um diálogo com a imagem, quase não há texto. Acho que fica mais fácil entender a situação daquele lugar, apesar de que existem passagens onde o povo fala português e crioulo, que é muito difícil de compreender”, explica o diretor.A língua foi a grande dificuldade de Yannis Fotou, que assina a direção de imagem. “Eu conhecia apenas um pouco da música de Cabo Verde. Alexis me contou algumas coisas, mas o resto foi surpresa”, revela Fotou, que também se surpreendeu com o clima árido da região. O filme levou um ano para ser rodado e foi exibido à população de Mindelo no dia da Independência do País. “Há uma cultura muito grande de teatro em Cabo Verde, com ótimos atores. Em compensação, não existem salas de cinema no país, que tem uma população de 400 mil pessoas”, lamenta o diretor Alexis Tsafas. Ele conta ainda, que quando conseguiram projetar o filme - de forma improvisada – os moradores de Mindelo ficaram encantados. O filme Mindelo – Atrás de Horizonte foi exibido pela primeira vez em uma sala de cinema aqui em Gramado.
COORDENAÇÃO ASSESSORIA DE IMPRENSA36º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO
Colectiva de Imprensa do filme Mindelo - Atrás de Horizonte - Roteirista Alexis Tsafas e o director de fotografia Yannis Fotou - Foto Cleiton Thiele/PressPhoto

Por outro lado, isto já hoje quarta-feira, os dois representantes do filme em competição participaram num debate sobre cinema e sobre os conteúdos dos filmes em exibição:

Equipes do estrangeiro Mindelo e dos Curtas participam de debate
13/08/2008
Terminou há pouco as rodadas de debate sobre os filmes exibidos ontem. Cinéfilos, estudantes, atores, diretores e jornalistas discutiram os Curtas Hiato, Blackout, Espalhadas pelo Ar e Noite de Domingo.
Este ano, os curtas ganharam um novo horário. São exibidos às 17 horas em sessões gratuitas. A mudança dividiu opiniões. Uns acreditam que ao deixar de serem apresentados junto com os longas, os curtas perderam visibilidade. Outros consideraram válida a alteração, já que possibilitou o acesso do público jovem, que tem comparecido em peso às projeções.
Também foi abordada a dificuldade de se fazer cinema no Brasil. Para os realizadores, muitos em começo de carreira, a viabilização dos projetos se dá através do apoio de amigos e do estabelecimento de parcerias.
Em seguida foi a vez do estrangeiro Mindelo – Atrás de Horizonte. O cineasta Alexis Tsafas, explicou que admira muito a cultura latino-americana e por isso seu documentário possa ter algumas semelhanças com a estética dos filmes cubanos. O diretor comentou ainda, já realizou um longa em Cuba.
Ao ser questionado se Mindelo passa uma “nostalgia”, Tsafas disse que não. Para ele, a vida em Cabo Verde transcorre muito tranquilamente e a cultura do povo se expressa através da calma e das festas quando cai a noite.
A opção pela linguagem visual também foi muito discutida. O cineasta comentou que as imagens falam mais do que as palavras e que usou a intuição e a sensibilidade para conseguir expressar todos os segmentos da sociedade cabo-verdiana sem narração. Os únicos textos utilizados foram poemas e letras de música.
A próxima rodada de debates acontece quinta-feira, a partir das 10:30 da manhã.
COORDENAÇÃO ASSESSORIA DE IMPRENSA36º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO

Até o próximo sábado muitos artistas vão passar pela passarela em direção ao Palácio dos Festivais recebendo o carinho do público que se aglomera para ver seus actores preferidos.

"O Festival faz parte do Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul e atrai as atenções do mercado nacional para a cidade de Gramado que retribui com o que tem de melhor: a magia da serra gaúcha, terceiro destino turístico mais desejado do Brasil", afirma o Prefeito Pedro Bertolucci.
Mais tradicional festival de cinema do Brasil, o Festival de Gramado chega a sua 36ª edição apresentando 11 longas em competição, sendo seis nacionais e cinco estrangeiros. Também serão exibidos 12 curtas nacionais e 17 curtas da mostra gaúcha.

Neste ano a organização homenageia o humorista Renato Aragão, o actor gaúcho Walmor Chagas, o cineasta Júlio Bressane e o cubano Julio Garcia Espinosa.

O prefeito Pedro salienta que desde a primeira edição "o crescimento do Festival está intimamente ligado à vocação turística e a hospitalidade da nossa comunidade, activamente envolvida, contribuindo para esta atmosfera calorosa e de intensa integração cultural que tem caracterizado este grande evento".

Gramado transformou-se num palco que traduz as realizações do cinema nacional. Reúne um grande número de filmes e de pessoas que querem falar de cinema, debater e criar a possibilidade de fazer sempre mais e com melhor qualidade. O Festival é hoje um espaço indispensável para a divulgação, discussão, crítica e incentivo ao cinema nacional.

A entrega dos prémios está previsto para o próximo Sábado pelas 21h locais, com o que chamam de Solenidade de Premiação.

sábado, julho 26, 2008

BIOGRAFIA D'UM CRIOL - hoje e amanhã


A reposição da peça de Neu Lopes a partir do mundo musical do trovador Manel d'Novas é já hoje, Sábado 26 de Julho. A 'revista cabo-verdiana' tem, na interpretação, um grupo especial de 'actores de palmo e meio' que foi destacado pelo A Semana, pela pena de TSF, e que nós aqui no Teatrakácia transcrevemos, com a devida vénia.

Os pequenos grandes actores de Biografia Dum Criol

O musical Biografia Dum Criol volta a subir ao palco do Centro Cultural do Mindelo às 21h30 de hoje, sábado 26, e domingo, 27, às 20h30, um mês e meio depois da sua estreia. Além de uma vasta trupe de actores graúdos, interpretam a peça, baseada na obra de Manuel d’ Novas, um punhado de pequenos actores. Praticantes de teatro na escola e descendentes de actores, o grupo garante que já foi mordido pelo bichinho do teatro e quer fazer desta arte o seu hobby preferido e, quem sabe, a sua profissão.

Neto de Manuel d’ Novas e filho de Neu Lopes, autor de Biografia Dum Criol, Wesley Lopes, 10 anos, viu nascer a peça da pena do pai. Não hesitou por isso quando a mãe perguntou-lhe se queria ser actor no musical que homenageia o avô. Disse logo que sim. Agora está dividido. O seu sonho é ser cantor mas, desde que experimentou a interpretação, já não tem tanta certeza. É que o teatro, afirma, “é divertido e não o fazemos só para nós, mas para os outros também”.
Kátia Rodrigues, uma das duas meninas do grupo, tem alma de artista. Aos 13 anos, faz dança e teatro na escola. Mas Biografia Dum Criol, garante, superou todas as suas anteriores experiências artísticas. “Estou a adorar a experiência”, diz a menina que destaca ainda a oportunidade que o musical lhe deu de conhecer melhor a obra de Manuel d’ Novas. “As músicas dele contam histórias muito interessantes sobre o nosso país”.
William Leite, o mais velho entre os cinco actores mirins, caiu de pára-quedas em Biografia Dum Criol. O colega de escola, que tinha sido convidado para participar na peça, desistiu pouco tempo antes da estreia, e William Leite ofereceu-se para ocupar o seu lugar. Com o à-vontade dos seus 14 anos e graças à experiência ganha nas peças de teatro da escola, “a experiência de interpretar uma peça sobre Manuel d’Novas está a ser espectacular”, declara.
Filho da actriz Zenaida Alfama, do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo, Cleudir Lima assegura que gosta de integrar o elenco de Biografia Dum Criol: “as roupas que usamos na peça são muito engraçadas, bem diferentes das que usamos hoje em dia”. Mas, aos 13 anos, ainda não sabe se quer continuar a fazer teatro: “é muito cansativo combinar as falas e os gestos”.
Quem não tem dúvidas de que quer fazer teatro a vida toda é Mireille Delgado. No dia em que pensou ter perdido a oportunidade de participar em Biografia Dum Criol, porque supostamente já havia ultrapassado o prazo de inscrição para o casting, quase chorou. Felizmente, enganara-se. Agora, prepara-se para fazer a segunda temporada do musical. Além de divertir-se com as expressões “estranhas” usadas pelos personagens do musical, Mireille Delgado tem uma certeza, agora que subiu a um palco “de verdade” : “quero ser actriz”.
Teresa Sofia Fortes

quarta-feira, julho 23, 2008

Mais Teatro

É mesmo!
Que bom!
Mais Teatro na terrinha...


A reposição, programada após a estreia lotada, vai ser já neste fim-de-semana, Sábado e Domingo:

Biografia d'um criol, pelo grupo Sarron.com.

Como sempre, no Auditório do Centro Cultural do Mindelo.
26 de Julho, Sábado :: 21h30
27 de Julho, Domingo :: 20h30

Ficha Técnica
Dramaturgia, Encenação e Direcção Musical NEU LOPES
Interpretação DI FORTES, DJAY FORTES, GUI MONTEIRO, KARINA LIZARDO, MANÚ LOPES, MICAU ZACARIAS, NADIRA DELGADO, NEU LOPES, OSVALDO (SHAKA) SANTOS, PATRÍCIA ALFAMA
Actores Convidados HIVANY FRANCÊS, MARIZA SANTOS e ROMILDA SILVA
As Crianças CLEUDIR LIMA, KATY CONCEIÇÃO, MIREILLE DELGADO, WESLEY LOPES, WILLIAM PATRICK
Direcção de Cena HIVANY FRANCÊS e ROBÔ DIAS
Cenografia NEU LOPES, FERNANDO (NÓIA) MORAIS e MICAU ZACARIAS
Carpintaria MICAU ZACARIAS
Figurinos NEU LOPES e MANÚ LOPES
Caracterização MANÚ LOPES
Músicos FERNANDO ANDRADE, IVAN MEDINA, IVAN GOMES, CIPI, ROSSINI SANTOS, EDSON LOPES, NEU LOPES
Arranjos FERNANDO ANDRADE e NEU LOPES
Arranjos de vozes e Côros NEU LOPES e MARGARIDA BRITO
Desenho de Luz ANSELMO FORTES
Iluminação FAÍSCA LUMINOTECNIA
Sonoplastia NEU LOPES
Operação de Som DIRCELINO GOMES/DJOISS
Microfones e Som de Palco FONSECA SOARES
Produção SARRON.COM-Companhia de Teatro
Produção Executiva NEU LOPES

terça-feira, julho 22, 2008

Teatro na estrada

É verdade! O nosso Teatro vai acontecendo nas Ilhas e fora delas. De quando em vez vão-nos chegando ecos dessa teimosia, dessa vontade, dessa manifestação cultural...
Vários grupos, aqui no Mindelo, estão em período de 'répétition' como dizem os franceses. Ensaios para o nosso Atelier Teatrakácia (Cordão Umbilical), para o GTCCPM (Máscaras), também para o DjadeSal, TIM entre outros, em momento de preparação para o Internacional de Teatro de Setembro, aqui no Mindelo...
E também de actores outros, de CV, ligados umbilicalmente ao teatro, como é o caso do Bur-Bur:


BUR-BUR NA ESTRADA… Esteve em 4 SESSÕES EM LISBOA
Pelas informações… correu bem!
Amadora, Cova da Moura, Sintra e Almada… receberam:
O INTRUSO
seguido de Filho Primogénito
de GABRIEL MARIANO
Encenação+Dramaturgia RUI DUARTE
com ODETE MÔSSO, FLÁVIO HAMILTON,
ADORADO MARA, DJÔ ÉVORA,
ALEXANDRA DUPONT + DJAMILA GONÇALVES
Luz EDUARDO ABDALA
Som VITOR ALMEIDA
Técnico Assistente WALTER MAIOR
Transporte ORLANDO PINA
Produção
2005©BURBUR
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O INTRUSO NAS COMUNIDADES
é um projecto BURBUR subsidiado pelo ACIDI
Alto-Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, I.P.
E que teve como Parceiros:
Associação Moinho da Juventude
Associação LusoCaboverdiana de Sintra / Fundação Eugénio Tavares
Associação Cretcheu FC
Também Apoios:
Teatro Artimagem, Porto
ESTC, Amadora
ASACM, Cova da Moura
CC OlgaCadaval, Sintra
TeatroExtremo, Almada

É! Continua a acontecer Teatro considerado ‘nosso’ em terras lusas, através do projecto Bur-Bur.
Força!!!
Muita Merda!

quarta-feira, julho 16, 2008

Cabo Verde vai estar presente no 36º Festival de Cinema de Gramado - Brasil

E de repente, depois da estreia absoluta aqui no Mindelo, a 5 de Julho passado... chega-nos a notícia: O nosso documentário longa-metragem MINDELO - TRÁZ D'HORIZONTE foi seleccionado para o Festival de Cinema de Gramado. A notícia chegou-nos via telefone, pela voz do realizador Alexis Tsafas. Através da net fui encontrar o resto. Vários jornais on-line brasileiros traziam a boa nova (para Cabo Verde!).


Com a devida vénia, aqui fica um exemplo:

Com o anúncio dos cinco filmes estrangeiros, feito no início da noite desta segunda-feira, está completa a seleção de longas-metragens concorrentes do 36º Festival de Cinema de Gramado, que será realizado entre 10 e 16 de agosto próximos na Serra. Serão 11 títulos na disputa pelos Kikitos, numa seleção que surpreende pela grande diversidade. Confere abaixo uma ficha rápida de cada um deles e veja se não é verdade.
> PERRO COME PERRO (Colômbia, 2008, 106min)De Carlos Moreno, com Marlon Moreno, Oscar Borda, Álvaro Rodriguez e Paulina Rivas. Filme exibido no último Festival de Sundance e bem cotado na cotação dos leitores do IMDB. Sinopse: No mundo do crime da Colômbia há uma lei não oficial. Quando Víctor e Eusebio, dois criminosos que trabalham extorquindo dinheiro, desrespeitam as regras, inconscientemente assinam suas próprias sentenças de morte.
> MUÑECA (Chile, 2008, 83min)De Sebastian Arrau, com Benjamin Vicuña, Ana Fernandez, Marcial Tagle e Maria de los Angele Garcia. Estréia do roteirista de tevê Arrau na direção. Sinopse: Dois homens de 30 anos e uma mulher de 40 encontram-se no dia da eleição para presidente da República. Trata-se de um encontro às escuras, planejado por Manuel, que busca encontrar um pai para o futuro filho de Gabriela. Manuel está convicto que Pedro é o homem certo para essa finalidade e o inspira a dar um passo nunca antes imaginado por um homossexual conservador: a paternidade.
> POR SUS PROPRIOS OJOS (Argentina, 2007, 79min)De Liliana Paolinelli, com Maximiliano Gallo, Ana Carabajal, Luisa Núñez e Mara Santucho. Primeiro longa da diretora argentina, levou um prêmio coletivo de melhor atriz para o elenco feminino no Festival de Biarritz. Sinopse: Uma estudante de cinema, Alicia, tenta fazer um documentário sobre um tema nada fácil: as mulheres dos presos. Em geral as mulheres se resistem a ser filmadas por temor à condenação social. No meio dessa dificuldade, Alicia conhece Elsa, que tem seu filho preso. É a partir do vínculo que se estabelece entre elas que tudo passa a fluir como a menina quer.
> COCHOCHI (México, 2007, 87min)De Israel Cardenas e Laura Guzman, com Luis Antonio Torres, Evaristo Torres, Jose Ignácio Rodriguez e Cristobal Nevares. Filme de estréia na direção da dupla de fotógrafos, foi premiado no Festival de Toronto, entre outros, mas não está bem cotado na avaliação dos leitores do IMDB. Sinopse: Evaristo e Tony, irmãos indígenas do noroeste do México têm apenas o ensino fundamental concluído quando recebem uma tarefa do seu avô: entregar medicamento no outro extreme da Serra Tarahumara. Tony e Evaristo, receando a estrada pela frente, decidem pegar o cavalo do avô e partem em uma viagem mais longa do que esperavam.
> MINDELO ATRAVÉS DO HORIZONTE (Cabo Verde, 2008, 74min)De Alexis Tsafas. Documentário do mesmo diretor do musical Dançando com Raidel (2002), inédito no Brasil. Sinopse: o filme retrata uma pequena cidade-porto de Cabo Verde, chamada Mindelo e situada no meio do Oceano Atlantico. A câmara segue a vida contemporânea da ilha procurando a cultura crioula do seu povo. Sem comentários, sem entrevistas, sem narração.
> JUVENTUDE (Rio de Janeiro, 2008, 75min)De Domingos Oliveira, com Domingos Oliveira, Paulo José e Aderbal Freire-Filho. Em seu filme mais confessional, o grande diretor e dramaturgo (clique aqui e confira a sensacional entrevista que concedeu recentemente a ZH) relata a velhice de três velhos amigos, por meio de recordações em um encontro na casa de um deles.
> NOME PRÓPRIO (Rio de Janeiro, 2007, 120min)De Murilo Salles, com Leandra Leal, Juliano Cazarré, Munir Kanaan e Rosane Mulholland. Sinopse: baseado nos escritos da blogueira e escritora gaúcha radicada em São Paulo Clarah Averbuck, o filme conta a história de uma jovem mulher que dedica a vida a sua paixão, escrever. Camila é intensa, complexa e corajosa. Para ela, o que interessa é construir uma trajetória como ato de afirmação. Nome Próprio é um filme sobre a paixão de Camila e sua busca por redenção.
> VINGANÇA (Rio de Janeiro, 2008, 116min)De Paulo Pons, com Erom Cordeiro, Bárbara Borges, Branca Messina, José de Abreu e Márcio Killing. Primeiro filme do projeto de filmes de baixo orçamento Pax, chamado pela imprensa de "dogma brasileiro". Sinopse: em uma pequena cidade do interior gaúcho (Pons é do RS), Camila, filha de um rico fazendeiro, é violentada e abandonada na beira de um rio. Meses depois, Miguel, um rapaz misterioso e solitário, chega ao Rio de Janeiro e passa a perseguir uma jovem carioca, Carol, com quem inicia um relacionamento. Carol tem um irmão, Bruno, que mora na Austrália e que acabara de chegar ao Rio para passar alguns dias. Juntos, em uma festa, ao lado de outros personagens, eles conhecem Camila, que chega ao Rio e faz revelações que conduzem a história a um novo e inesperado caminho.
> A FESTA DA MENINA MORTA (Rio de Janeiro, 2008, 110min)De Matheus Nachtergaele, com Daniel Oliveira, Jackson Antunes, Juliano Cazarré, Cássia Kiss e Dira Paes. Primeiro filme do consagrado ator de 39 anos. Sinopse: o filme conta a história de Santinho, alçado à condição de líder espiritual numa comunidade ribeirinha do alto Amazonas, a partir de um “milagre” realizado por ele após o suicídio de sua própria mãe. O filme procura ser o retrato íntimo dos envolvidos nesta seita e da capacidade infinita do homem em “criar” fé e buscar um sentido diante de seu horror à morte.
> NETTO E O DOMADOR DE CAVALOS (Rio Grande do Sul, 2008, 95min)De Tabajara Ruas, com Werner Schünemann, Tarcísio Filho, Fernanda Carvalho Leite, Lu Adams e Denizeli Cardoso. Segundo filme da trilogia do general Netto, que começara em 2001 com o bom Netto Perde sua Alma. Sinopse: o filme reconta a mais popular lenda rio-grandense, a do Negrinho do Pastoreio. No início da Guerra dos Farrapos, o general Netto descobre que um antigo parceiro de guerras, o sargento Torres, está preso. Para libertá-lo, busca a ajuda de escravos rebelados, entre eles, o negrinho, o melhor ginete da fronteira.
> PACHAMAMA (Rio de Janeiro, 2008, 105min)De Eryk Rocha. Documentário do talentoso filho de Glauber Rocha, que já dirigiu o longa Rocha que Voa. Sinopse: Pachamama (título que significa para os indígenas andinos "mãe-terra" e designa a deusa agrária dos camponeses) narra a viagem de um cineasta, o próprio diretor, através da floresta brasileira em direção ao Peru e à Bolívia, onde encontra a realidade de povos historicamente excluídos do processo político de seus países e que pela primeira vez na história buscam uma participação efetiva na construção do seu próprio destino. É uma pequena odisséia de 30 dias pela realidade amazônica e andina, que revela um continente em ebulição, perpassado pela cultura milenar andina, que irradia pelo continente sul-americano substância primordial na constituição de novos paradigmas políticos.



Sinopse:

Mindelo - Tráz d'horizonte



MINDELO - atrás de horizonte
PAÍS: Cabo Verde
Duração_do_Filme: 74
Ano_de_Produção: 2008
Formato: HD
Empresa_Produtora: Crioula - Eurostudio
Diretor: Alexis Tsafas
Roteirista: Alexis Tsafas
Produtor_Executivo: Zenaida Alfama
Diretor_de_Fotografia: Yannis Fotou
Diretor_de_Arte: Fonseca Soares
Música: Vasco Martins
Montagem: Stamatis Magulas
Trilha_Sonora: Stamatis Magulas

Sinopse: O documentário «Mindelo - atrás de horizonte» é um retrato duma pequena cidade-porto de Cabo Verde, situada no meio do Oceano Atlantico. A câmara segue a vida contemporânea da ilha procurando a cultura crioula do seu povo. sem comentários, sem entrevistas, sem narração...

Vejamos... Os latinos de Gramado 2008... segundo Daniel Félix, crítico brasileiro de cinema:

A diversidade da seleção de longas brasileiros que disputarão os Kikitos do 36º Festival de Gramado está mantida entre os filmes estrangeiros. Na lista divulgada segunda-feira há um road movie mexicano a cavalo, um documentário sobre a vida cultural do Cabo Verde, um thriller sobre violência urbana na Colômbia, um drama argentino sobre mulheres de presidiários e uma comédia chilena de temática homossexual.São cinco filmes de realizadores pouco conhecidos no cenário internacional. O grego Alexis Tsafas é o mais experiente: antes de Mindelo Através do Horizonte, produção que documenta as atividades folclóricas de uma ilha do Cabo Verde, o diretor realizara o documentário musical Dançando com Raidel (2002). Os demais são todos estreantes.Perro Come Perro (Colômbia), de Carlos Moreno, Por Sus Proprios Ojos (Argentina), de Liliana Paolinelli, e Cochochi (México), de Israel Cárdenas e Laura Guzmán, foram exibidos em outros festivais internacionais - o primeiro, sobre o crime organizado colombiano, foi bem recebido em Sundance; o segundo, sobre familiares de prisioneiros, levou um prêmio de atuação em Biarritz para o elenco feminino; o terceiro, sobre dois jovens índios que atravessam a cavalo uma serra do norte mexicano, saiu premiado de Toronto. Completa a lista o chileno Muñeca, filme dirigido pelo roteirista de tevê Sebastian Arrau em que um homem tenta convencer seu parceiro gay de que ele seria um pai perfeito para o filho de uma amiga que eles têm em comum.O evento, que terá ainda longas de Domingos Oliveira e Matheus Nachtergaele, entre outros, será realizado entre 10 e 16 de agosto.

terça-feira, julho 08, 2008

Cultura "faz mais” por Cabo Verde do “que qualquer Governo", diz José Maria Neves

foto de Alexis Tsafas


Cultura "faz mais” por Cabo Verde do “que qualquer Governo", diz José Maria Neves
08-07-08 in asemanaonline


O primeiro-ministro defendeu ontem, em Coimbra, que a cultura, em especial a música e a poesia, tem projectado Cabo Verde no mundo "mais do que qualquer Governo"."A primeira embaixadora de Cabo Verde no mundo é a Cesária [Évora]", exemplificou José Maria Neves, ao intervir no lançamento da antologia de poesia inédita cabo-verdiana, «Destino de Bai», que reúne 32 autores, incluindo o próprio JMN, que assina também um texto introdutório na obra.
"Destino de Bai - Antologia de poesia inédita cabo-verdiana" foi editada pela ONG Saúde em Português, sob a coordenação de Francisco Fontes, antigo delegado da agência Lusa em Cabo Verde. Para José Maria Neves, "é impensável que qualquer Governo consiga fazer" o que a cantora Cesária Évora "já fez" por este país africano, projectando-o no mundo, escreve a agência Lusa.
"Destino de Bai", que teve ontem, em Coimbra, a sua primeira apresentação pública, no âmbito de um programa evocativo do 33º aniversário da independência de Cabo Verde, congrega colaborações de poetas residentes no país, e na diáspora, nomeadamente em Portugal, Brasil, EUA, Suécia, França e Holanda. "Cabo Verde tem os recursos naturais do futuro", disse José Maria Neves, lembrando que o arquipélago é tido como o país "com a maior quantidade de poetas per capita", além de que será "o país do mundo com mais músicos por metro quadrado".
A antologia "Destino de bai" irá "ficar como um marco importante na literatura cabo-verdiana", disse JMN. "Com uma obra desta natureza, conseguiremos fazer com que Cabo Verde esteja presente no mundo", frisando que o país "precisa de ser notado" a nível internacional, não lhe bastando ser "um ’Brasil’ em ponto pequeno".
Além do primeiro-ministro, intervieram na sessão de lançamento o presidente da Saúde em Português, Hernâni Caniço, o antologiador Francisco Fontes, a docente brasileira Maria Aparecida Ribeiro, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, o vereador da Cultura da Câmara de Coimbra, Mário Nunes, e a autora do prefácio e docente universitária Fátima Albuquerque.
Além de José Maria Neves, a presente antologia inclui poemas de Vera Duarte, recém-nomeada ministra da Educação e Ensino Superior, José Luís Hopffer Almada, Carlos Araújo, Eileen Barbosa, Kaká Barboza, Paulino Dias, G. T. Didial, Filinto Elísio, Anita Faria, Tchalê Figueira, Jorge Carlos Fonseca, Margarida Fontes, Corsino Fortes, Adriano Gominho, Lay Lobo, José Vicente Lopes, Chissana Magalhães, Vasco Martins, Mito, Jorge Miranda, António de Névada, Oswaldo Osório, Valdemar Pereira, Maria Helena Sato, Luiz Silva, Mário Lúcio Sousa, Danny Spínola, Paula Vasconcelos, Arménio Vieira, Artur Vieira e Elisa Schneble.
Segundo a organização da antologia, com 350 páginas, ilustradas com desenhos de Elisa Schneble, «Destino de Bai» reúne duas centenas de poemas inéditos "de grande diversidade temática e formal, desde micro-poemas com três ou quatro versos, até poemas longos com uma dezena de páginas". Este é, como efeito, o segundo projecto do género realizado por Francisco Fontes, já que a ele pertence também a antologia de contos «Tchuba na Desert». Depois de Coimbra é bem provável que o lançamento de «Destino de Bai» em Cabo Verde seja para breve.