terça-feira, agosto 19, 2008

Mais opiniões sobre o filme 'Mindelo - Tráz d'horizonte' na sua estreia no Brasil


Vejamos outras leituras críticas de ‘Mindelo – traz d’horizonte’

CINEMA
Retrato poético de Cabo Verde

O segundo longa estrangeiro da mostra competitiva do 36º Festival de Gramado é um documentário sobre Cabo Verde:
Mindelo – Traz d’Horizonte registra em imagens as magníficas paisagens, o povo e a cultura do arquipélago situado no meio do Oceano Atlântico. Concentrando-se na cidade portuária de Mindelo, a segunda maior do país, o diretor e roteirista grego Alexis Tsafas registra o cotidiano da gente cabo-verdiana – fruto da mistura de portugueses e africanos, cuja língua crioula é de uma prosódia melodiosa.
Música, aliás, é a pedra de toque de Mindelo: abrindo mão de narração, comentários ou entrevistas, o filme envereda pelo caminho do documentário poético, embalado pela trilha sonora do compositor, pianista e poeta cabo-verdiano Vasco Martins e pontuado por ritmos característicos como a morna e pelo trabalho de músicos como o compositor Manuel de Novas, o violonista Voginha, a cantora Gabriela Mendes e a mitológica Cesária Évora, a “Diva de Pés Descalços”. Nesse sentido, Mindelo lembra outro belo filme exibido em Gramado:
Suíte Havana, do cubano Fernando Pérez, vencedor do Prêmio Especial do Júri e do Prêmio da Crítica no festival de 2004.
ROGER LERINA
(in http://bl114w.blu114.mail.live.com/mail/InboxLight.aspx?FolderID=00000000-0000-0000-0000-000000000001&InboxSortAscending=False&InboxSortBy=Date&n=1196335413)

E também registamos aqui as palavras do realizador Alexis Tsafas sobre a presença de ‘Mindelo’ no Festival de Cinema de Gramado 2008:

‘Em Brasil tudo foi um sonho. O público gostou e aplaudiu muito. Os melhores críticos dos jornais de São Paulo e do Porto Alegre escreveram boas palavras (já fiz um arquivo com os jornais para mostrar-te). Também os críticos me prometeram apoio para a fundação de um cine clube em Mindelo. Não era fácil um documentário ganhar o prémio porque os outros filmes eram ficções, produções de altos orçamentos e foram filmados em 35mm.
Acabei de ler o artigo da Semana-on-line com algumas referências críticas más. São escritas só em páginas da internet não importantes.
Um crítico, um dos mais respeitáveis do Brasil, o Luis Carlos Merten, gostou o nosso filme e escreveu no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO (um jornal importante) que o «…Mindelo já foi um passo à frente do argentino “Por sus próprios ojos”» (É o filme que ganhou muitos prémios).
O Daniel Soares do jornal Correio do Povo, de Porto Alegre escreveu «…o colombiano Perro come perro é o mais cotado a levar o Kikito, além de Mindelo atrás de horizonte de Alexis Tsafas, que foi muito aplaudido na terça.»
Também, entre outros, a presidente da Associação dos Críticos de Cinema do Rio Grande Do Sul, Ivonete Pinto e o crítico da Rede Recorde, Marcos Santuario adoraram o nosso filme.'
Aproveitamos para acrescentar uma carta d'agradecimento da Organização do Festival de Cinema do Gramado, assinada pela Bebel Marques:
Alexis Tsafas, Yannis Fotou e toda equipe do filme MINDELO – atrás de horizonte,
Agradecemos pela participação de vocês, pela fidelidade aos compromissos firmados com o Festival e pelo empenho em tornar o 36º Festival de Cinema de Gramado no evento espetacular que foi em 2008.
Que os filmes apresentados por vocês, independente de terem recebido kikito, tenham um enorme sucesso pelas salas de cinema do Brasil. Afinal, todos são vitoriosos por terem sido selecionados em meio a tantas inscrições que recebemos para esta edição do Festival.
A colaboração de vocês foi ótima. E será inesquecível.
O nosso muito obrigada por terem contribuído de forma tão honrosa para a história do cinema brasileiro!
Parabéns!
Bjs,

Bebel Marques
36º Festival de Cinema de Gramado
Rua José Otávio Mânica, 160 - Santa Teresa
90850-320 - Porto Alegre/RS
(55) 51-3235-1776

Festival de Cinema de Gramado


Teatrakacia, depois de ter anunciado e até certo ponto acompanhado a presença do filme Mindelo - Tráz d'horizonte no 36º Festival de Cinema de Gramado, aproveita para agora também anunciar os vencedores. Pois trata-se de um Festival/Concurso:

O 36º Festival de Cinema de Gramado tem a honra de anunciar os grandes vencedores desta edição do maior festival cinematográfico do país.


Premiação 2008
Longa-Metragem Brasileiro:
Melhor filme de longa-metragem: NOME PROPRIO de Murilo Salles
Melhor Diretor: Domingos Oliveira pelo filme JUVENTUDE
Melhor Ator: Daniel de Oliveira pelo filme A FESTA DA MENINA MORTA
Melhor Atriz: Leandra Leal pelo filme NOME PROPRIO
Melhor Roteiro: Domingos Oliveira pelo filme JUVENTUDE
Melhor Fotografia: Lula Carvalho pelo filme A FESTA DA MENINA MORTA
Prêmio Especial do Júri: A Festa Damenina Morta de Matheus Nachtergaele
Premio de Qualidade Artística: para os Atores Aderbal Freire Filho, Domingos Oliveira e Paulo Jose pelo filme JUVENTUDE
Melhor Diretor de Arte: Pedro Paulo de Souza pelo filme NOME PROPRIO
Melhor Música: Matheus Nachtergale pelo filme A FESTA DA MENINA MORTA
Melhor Montagem: Natara Ney pelo filme JUVENTUDE
Prêmio da Crítica: A Festa Da Menina Morta de Matheus Nachtergale
Melhor filme do Júri Popular: A Festa Da Menina Morta de Matheus Nachtergale
Longa-Metragem Estrangeiro:
Melhor Filme: COCHOCHI de Israel Cardenas e Laura Guzman
Melhor Diretor: Carlos Moreno pelo Filme PERRO COME PERRO
Melhor Ator: Marlon Moreno e Oscar Borda pelo filme PERRO COMOE PERRO
Melhor Atriz: Ana Carabajal pelo filme POR SUS PROPIOS OJOS
Melhor Roteiro: Liliana Paolinelli pelo filme “ POR SUS PROPIOS OJOS
Melhor Fotografia: Juan Carlos Gil pelo filme PERRO COME PERRO
Prêmio Especial do Júri: para POR SUS PROPIOS OJOS
Prêmio de Qualidade Artística: para COCHOCHI
Excelência de linguagem técnica: COCHOCHI de Israel Cardenas e Laura Guzman
Premio da Crítica: Perro come Perro de Carlos Moreno
Melhor Filme do Júri Popular: POR SUS PROPIOS OJOS de Liliana Paolinelli
CURTA METRAGEM
Melhor filme: Areia de Caetano Gotardo
Melhor Diretor: Jaime Lerner pelo filme Subsolo
Melhor Ator: Augusto Madeira pelos filmes Blackout e Noite de Domingo
Melhor Atriz: Malu Galli pelo filme Areia
Melhor Roteiro: César Cabral e Leandro Maciel por Dossiê Rebordosa
Melhor Fotografia: Heloisa Passos por Areia
Premio Especial do Júri: Booker Pittman de Rodrigo Grota
Melhor Diretor de Arte: José de Aguiar pelo filme Booker Pittman
Melhor Música: Booker Pittman pelo filme Booker Pittman
Melhor Montagem: César Cabral e Leandro Maciel pelo filme Dossiê Rê Bordosa
Prêmio da Crítica: : Booker Pittman de Rodrigo Grota
Mostra Gaúcha
Melhor Filme: Um dia como hoje de Eduardo Wannmacher
Melhor Direção: Diego Muller por Cortejo Negro
Melhor Roteiro: Eduardo Wannmacher por Um dia como hoje
Melhor Fotografia: Fernando Vanelli por Cortejo Negro
Melhor Direção de Arte: Rita Faustini por O Sete Trouxas
Melhor Música: Fausto Prado por Subsolo
Melhor Montagem: Fábio Lobanowsky por Um dia como hoje
Melhor Edição de Som: Cristiano Scherer por Rosário dos Navegantes
Melhor Produtor/ Produtor Executivo: Pablo Muller por Cortejo Negro
Melhor Ator: Júlio Andrade por Um dia como hoje
Melhor Atriz: Carolina Sudat por Um dia como hoje
COORDENAÇÃO ASSESSORIA DE IMPRENSA36º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO

quarta-feira, agosto 13, 2008

Mindelo - Tráz d'horizonte foi ontem exibido no Festival de Cinema do Gramado

Foto Gustavo Vara/PressPhoto


Chegam-nos informações da nossa participação - com a co-produção Mindelo - Tráz d'horizonte -no mais afamado festival de Cinema do Brasil. Nas longas metragens em competição, ontem à noite, como se vê na foto, o realizador grego Alexis Tsafas (acompanhado do director de fotografia Yanis Fotou) fez a apresentação antes da projecção. Era a primeira exibição numa sala de cinema. Recorde-se que a estreia absoluta, aqui no Mindelo a 5 de Julho passado, aconteceu no Auditório do Centro Cultural do Mindelo, visto que a triste realidade - ausência de salas de cinema - o impôs!

Com a devida vénia, as informações que nos chegam directamente da Coordenação da Assessoria d'imprensa do 36º Festival do Gramado:
Longa estrangeiro “Mindelo” FOI projetado pela primeira vez numa sala de cinema aqui em Gramado
12/08/2008

“Mindelo – Atrás de Horizonte”, o longa do realizador grego Alexis Tsafas, que estreou ontem à noite em Gramado, conta a história de um lugar especial. “Meu avô era capitão de navio de carga e ele sempre me contava sobre um lugar escondido, um lugar mágico perdido no meio do oceano, onde vivia um povo diferente”, explica o realizador.
O lugar era Mindelo, uma pequena cidade portuária na ilha de São Vicente, em Cabo Verde. Alexis Tsafas também se encantou com a paisagem e a cultura do povo. Mais de dois terços da população são crioulos. “A minha intenção com esta produção era mostrar as tradições dos crioulos de Mindelo para todo o mundo. O documentário faz um diálogo com a imagem, quase não há texto. Acho que fica mais fácil entender a situação daquele lugar, apesar de que existem passagens onde o povo fala português e crioulo, que é muito difícil de compreender”, explica o diretor.A língua foi a grande dificuldade de Yannis Fotou, que assina a direção de imagem. “Eu conhecia apenas um pouco da música de Cabo Verde. Alexis me contou algumas coisas, mas o resto foi surpresa”, revela Fotou, que também se surpreendeu com o clima árido da região. O filme levou um ano para ser rodado e foi exibido à população de Mindelo no dia da Independência do País. “Há uma cultura muito grande de teatro em Cabo Verde, com ótimos atores. Em compensação, não existem salas de cinema no país, que tem uma população de 400 mil pessoas”, lamenta o diretor Alexis Tsafas. Ele conta ainda, que quando conseguiram projetar o filme - de forma improvisada – os moradores de Mindelo ficaram encantados. O filme Mindelo – Atrás de Horizonte foi exibido pela primeira vez em uma sala de cinema aqui em Gramado.
COORDENAÇÃO ASSESSORIA DE IMPRENSA36º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO
Colectiva de Imprensa do filme Mindelo - Atrás de Horizonte - Roteirista Alexis Tsafas e o director de fotografia Yannis Fotou - Foto Cleiton Thiele/PressPhoto

Por outro lado, isto já hoje quarta-feira, os dois representantes do filme em competição participaram num debate sobre cinema e sobre os conteúdos dos filmes em exibição:

Equipes do estrangeiro Mindelo e dos Curtas participam de debate
13/08/2008
Terminou há pouco as rodadas de debate sobre os filmes exibidos ontem. Cinéfilos, estudantes, atores, diretores e jornalistas discutiram os Curtas Hiato, Blackout, Espalhadas pelo Ar e Noite de Domingo.
Este ano, os curtas ganharam um novo horário. São exibidos às 17 horas em sessões gratuitas. A mudança dividiu opiniões. Uns acreditam que ao deixar de serem apresentados junto com os longas, os curtas perderam visibilidade. Outros consideraram válida a alteração, já que possibilitou o acesso do público jovem, que tem comparecido em peso às projeções.
Também foi abordada a dificuldade de se fazer cinema no Brasil. Para os realizadores, muitos em começo de carreira, a viabilização dos projetos se dá através do apoio de amigos e do estabelecimento de parcerias.
Em seguida foi a vez do estrangeiro Mindelo – Atrás de Horizonte. O cineasta Alexis Tsafas, explicou que admira muito a cultura latino-americana e por isso seu documentário possa ter algumas semelhanças com a estética dos filmes cubanos. O diretor comentou ainda, já realizou um longa em Cuba.
Ao ser questionado se Mindelo passa uma “nostalgia”, Tsafas disse que não. Para ele, a vida em Cabo Verde transcorre muito tranquilamente e a cultura do povo se expressa através da calma e das festas quando cai a noite.
A opção pela linguagem visual também foi muito discutida. O cineasta comentou que as imagens falam mais do que as palavras e que usou a intuição e a sensibilidade para conseguir expressar todos os segmentos da sociedade cabo-verdiana sem narração. Os únicos textos utilizados foram poemas e letras de música.
A próxima rodada de debates acontece quinta-feira, a partir das 10:30 da manhã.
COORDENAÇÃO ASSESSORIA DE IMPRENSA36º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO

Até o próximo sábado muitos artistas vão passar pela passarela em direção ao Palácio dos Festivais recebendo o carinho do público que se aglomera para ver seus actores preferidos.

"O Festival faz parte do Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul e atrai as atenções do mercado nacional para a cidade de Gramado que retribui com o que tem de melhor: a magia da serra gaúcha, terceiro destino turístico mais desejado do Brasil", afirma o Prefeito Pedro Bertolucci.
Mais tradicional festival de cinema do Brasil, o Festival de Gramado chega a sua 36ª edição apresentando 11 longas em competição, sendo seis nacionais e cinco estrangeiros. Também serão exibidos 12 curtas nacionais e 17 curtas da mostra gaúcha.

Neste ano a organização homenageia o humorista Renato Aragão, o actor gaúcho Walmor Chagas, o cineasta Júlio Bressane e o cubano Julio Garcia Espinosa.

O prefeito Pedro salienta que desde a primeira edição "o crescimento do Festival está intimamente ligado à vocação turística e a hospitalidade da nossa comunidade, activamente envolvida, contribuindo para esta atmosfera calorosa e de intensa integração cultural que tem caracterizado este grande evento".

Gramado transformou-se num palco que traduz as realizações do cinema nacional. Reúne um grande número de filmes e de pessoas que querem falar de cinema, debater e criar a possibilidade de fazer sempre mais e com melhor qualidade. O Festival é hoje um espaço indispensável para a divulgação, discussão, crítica e incentivo ao cinema nacional.

A entrega dos prémios está previsto para o próximo Sábado pelas 21h locais, com o que chamam de Solenidade de Premiação.

sábado, julho 26, 2008

BIOGRAFIA D'UM CRIOL - hoje e amanhã


A reposição da peça de Neu Lopes a partir do mundo musical do trovador Manel d'Novas é já hoje, Sábado 26 de Julho. A 'revista cabo-verdiana' tem, na interpretação, um grupo especial de 'actores de palmo e meio' que foi destacado pelo A Semana, pela pena de TSF, e que nós aqui no Teatrakácia transcrevemos, com a devida vénia.

Os pequenos grandes actores de Biografia Dum Criol

O musical Biografia Dum Criol volta a subir ao palco do Centro Cultural do Mindelo às 21h30 de hoje, sábado 26, e domingo, 27, às 20h30, um mês e meio depois da sua estreia. Além de uma vasta trupe de actores graúdos, interpretam a peça, baseada na obra de Manuel d’ Novas, um punhado de pequenos actores. Praticantes de teatro na escola e descendentes de actores, o grupo garante que já foi mordido pelo bichinho do teatro e quer fazer desta arte o seu hobby preferido e, quem sabe, a sua profissão.

Neto de Manuel d’ Novas e filho de Neu Lopes, autor de Biografia Dum Criol, Wesley Lopes, 10 anos, viu nascer a peça da pena do pai. Não hesitou por isso quando a mãe perguntou-lhe se queria ser actor no musical que homenageia o avô. Disse logo que sim. Agora está dividido. O seu sonho é ser cantor mas, desde que experimentou a interpretação, já não tem tanta certeza. É que o teatro, afirma, “é divertido e não o fazemos só para nós, mas para os outros também”.
Kátia Rodrigues, uma das duas meninas do grupo, tem alma de artista. Aos 13 anos, faz dança e teatro na escola. Mas Biografia Dum Criol, garante, superou todas as suas anteriores experiências artísticas. “Estou a adorar a experiência”, diz a menina que destaca ainda a oportunidade que o musical lhe deu de conhecer melhor a obra de Manuel d’ Novas. “As músicas dele contam histórias muito interessantes sobre o nosso país”.
William Leite, o mais velho entre os cinco actores mirins, caiu de pára-quedas em Biografia Dum Criol. O colega de escola, que tinha sido convidado para participar na peça, desistiu pouco tempo antes da estreia, e William Leite ofereceu-se para ocupar o seu lugar. Com o à-vontade dos seus 14 anos e graças à experiência ganha nas peças de teatro da escola, “a experiência de interpretar uma peça sobre Manuel d’Novas está a ser espectacular”, declara.
Filho da actriz Zenaida Alfama, do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo, Cleudir Lima assegura que gosta de integrar o elenco de Biografia Dum Criol: “as roupas que usamos na peça são muito engraçadas, bem diferentes das que usamos hoje em dia”. Mas, aos 13 anos, ainda não sabe se quer continuar a fazer teatro: “é muito cansativo combinar as falas e os gestos”.
Quem não tem dúvidas de que quer fazer teatro a vida toda é Mireille Delgado. No dia em que pensou ter perdido a oportunidade de participar em Biografia Dum Criol, porque supostamente já havia ultrapassado o prazo de inscrição para o casting, quase chorou. Felizmente, enganara-se. Agora, prepara-se para fazer a segunda temporada do musical. Além de divertir-se com as expressões “estranhas” usadas pelos personagens do musical, Mireille Delgado tem uma certeza, agora que subiu a um palco “de verdade” : “quero ser actriz”.
Teresa Sofia Fortes

quarta-feira, julho 23, 2008

Mais Teatro

É mesmo!
Que bom!
Mais Teatro na terrinha...


A reposição, programada após a estreia lotada, vai ser já neste fim-de-semana, Sábado e Domingo:

Biografia d'um criol, pelo grupo Sarron.com.

Como sempre, no Auditório do Centro Cultural do Mindelo.
26 de Julho, Sábado :: 21h30
27 de Julho, Domingo :: 20h30

Ficha Técnica
Dramaturgia, Encenação e Direcção Musical NEU LOPES
Interpretação DI FORTES, DJAY FORTES, GUI MONTEIRO, KARINA LIZARDO, MANÚ LOPES, MICAU ZACARIAS, NADIRA DELGADO, NEU LOPES, OSVALDO (SHAKA) SANTOS, PATRÍCIA ALFAMA
Actores Convidados HIVANY FRANCÊS, MARIZA SANTOS e ROMILDA SILVA
As Crianças CLEUDIR LIMA, KATY CONCEIÇÃO, MIREILLE DELGADO, WESLEY LOPES, WILLIAM PATRICK
Direcção de Cena HIVANY FRANCÊS e ROBÔ DIAS
Cenografia NEU LOPES, FERNANDO (NÓIA) MORAIS e MICAU ZACARIAS
Carpintaria MICAU ZACARIAS
Figurinos NEU LOPES e MANÚ LOPES
Caracterização MANÚ LOPES
Músicos FERNANDO ANDRADE, IVAN MEDINA, IVAN GOMES, CIPI, ROSSINI SANTOS, EDSON LOPES, NEU LOPES
Arranjos FERNANDO ANDRADE e NEU LOPES
Arranjos de vozes e Côros NEU LOPES e MARGARIDA BRITO
Desenho de Luz ANSELMO FORTES
Iluminação FAÍSCA LUMINOTECNIA
Sonoplastia NEU LOPES
Operação de Som DIRCELINO GOMES/DJOISS
Microfones e Som de Palco FONSECA SOARES
Produção SARRON.COM-Companhia de Teatro
Produção Executiva NEU LOPES

terça-feira, julho 22, 2008

Teatro na estrada

É verdade! O nosso Teatro vai acontecendo nas Ilhas e fora delas. De quando em vez vão-nos chegando ecos dessa teimosia, dessa vontade, dessa manifestação cultural...
Vários grupos, aqui no Mindelo, estão em período de 'répétition' como dizem os franceses. Ensaios para o nosso Atelier Teatrakácia (Cordão Umbilical), para o GTCCPM (Máscaras), também para o DjadeSal, TIM entre outros, em momento de preparação para o Internacional de Teatro de Setembro, aqui no Mindelo...
E também de actores outros, de CV, ligados umbilicalmente ao teatro, como é o caso do Bur-Bur:


BUR-BUR NA ESTRADA… Esteve em 4 SESSÕES EM LISBOA
Pelas informações… correu bem!
Amadora, Cova da Moura, Sintra e Almada… receberam:
O INTRUSO
seguido de Filho Primogénito
de GABRIEL MARIANO
Encenação+Dramaturgia RUI DUARTE
com ODETE MÔSSO, FLÁVIO HAMILTON,
ADORADO MARA, DJÔ ÉVORA,
ALEXANDRA DUPONT + DJAMILA GONÇALVES
Luz EDUARDO ABDALA
Som VITOR ALMEIDA
Técnico Assistente WALTER MAIOR
Transporte ORLANDO PINA
Produção
2005©BURBUR
----
O INTRUSO NAS COMUNIDADES
é um projecto BURBUR subsidiado pelo ACIDI
Alto-Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, I.P.
E que teve como Parceiros:
Associação Moinho da Juventude
Associação LusoCaboverdiana de Sintra / Fundação Eugénio Tavares
Associação Cretcheu FC
Também Apoios:
Teatro Artimagem, Porto
ESTC, Amadora
ASACM, Cova da Moura
CC OlgaCadaval, Sintra
TeatroExtremo, Almada

É! Continua a acontecer Teatro considerado ‘nosso’ em terras lusas, através do projecto Bur-Bur.
Força!!!
Muita Merda!

quarta-feira, julho 16, 2008

Cabo Verde vai estar presente no 36º Festival de Cinema de Gramado - Brasil

E de repente, depois da estreia absoluta aqui no Mindelo, a 5 de Julho passado... chega-nos a notícia: O nosso documentário longa-metragem MINDELO - TRÁZ D'HORIZONTE foi seleccionado para o Festival de Cinema de Gramado. A notícia chegou-nos via telefone, pela voz do realizador Alexis Tsafas. Através da net fui encontrar o resto. Vários jornais on-line brasileiros traziam a boa nova (para Cabo Verde!).


Com a devida vénia, aqui fica um exemplo:

Com o anúncio dos cinco filmes estrangeiros, feito no início da noite desta segunda-feira, está completa a seleção de longas-metragens concorrentes do 36º Festival de Cinema de Gramado, que será realizado entre 10 e 16 de agosto próximos na Serra. Serão 11 títulos na disputa pelos Kikitos, numa seleção que surpreende pela grande diversidade. Confere abaixo uma ficha rápida de cada um deles e veja se não é verdade.
> PERRO COME PERRO (Colômbia, 2008, 106min)De Carlos Moreno, com Marlon Moreno, Oscar Borda, Álvaro Rodriguez e Paulina Rivas. Filme exibido no último Festival de Sundance e bem cotado na cotação dos leitores do IMDB. Sinopse: No mundo do crime da Colômbia há uma lei não oficial. Quando Víctor e Eusebio, dois criminosos que trabalham extorquindo dinheiro, desrespeitam as regras, inconscientemente assinam suas próprias sentenças de morte.
> MUÑECA (Chile, 2008, 83min)De Sebastian Arrau, com Benjamin Vicuña, Ana Fernandez, Marcial Tagle e Maria de los Angele Garcia. Estréia do roteirista de tevê Arrau na direção. Sinopse: Dois homens de 30 anos e uma mulher de 40 encontram-se no dia da eleição para presidente da República. Trata-se de um encontro às escuras, planejado por Manuel, que busca encontrar um pai para o futuro filho de Gabriela. Manuel está convicto que Pedro é o homem certo para essa finalidade e o inspira a dar um passo nunca antes imaginado por um homossexual conservador: a paternidade.
> POR SUS PROPRIOS OJOS (Argentina, 2007, 79min)De Liliana Paolinelli, com Maximiliano Gallo, Ana Carabajal, Luisa Núñez e Mara Santucho. Primeiro longa da diretora argentina, levou um prêmio coletivo de melhor atriz para o elenco feminino no Festival de Biarritz. Sinopse: Uma estudante de cinema, Alicia, tenta fazer um documentário sobre um tema nada fácil: as mulheres dos presos. Em geral as mulheres se resistem a ser filmadas por temor à condenação social. No meio dessa dificuldade, Alicia conhece Elsa, que tem seu filho preso. É a partir do vínculo que se estabelece entre elas que tudo passa a fluir como a menina quer.
> COCHOCHI (México, 2007, 87min)De Israel Cardenas e Laura Guzman, com Luis Antonio Torres, Evaristo Torres, Jose Ignácio Rodriguez e Cristobal Nevares. Filme de estréia na direção da dupla de fotógrafos, foi premiado no Festival de Toronto, entre outros, mas não está bem cotado na avaliação dos leitores do IMDB. Sinopse: Evaristo e Tony, irmãos indígenas do noroeste do México têm apenas o ensino fundamental concluído quando recebem uma tarefa do seu avô: entregar medicamento no outro extreme da Serra Tarahumara. Tony e Evaristo, receando a estrada pela frente, decidem pegar o cavalo do avô e partem em uma viagem mais longa do que esperavam.
> MINDELO ATRAVÉS DO HORIZONTE (Cabo Verde, 2008, 74min)De Alexis Tsafas. Documentário do mesmo diretor do musical Dançando com Raidel (2002), inédito no Brasil. Sinopse: o filme retrata uma pequena cidade-porto de Cabo Verde, chamada Mindelo e situada no meio do Oceano Atlantico. A câmara segue a vida contemporânea da ilha procurando a cultura crioula do seu povo. Sem comentários, sem entrevistas, sem narração.
> JUVENTUDE (Rio de Janeiro, 2008, 75min)De Domingos Oliveira, com Domingos Oliveira, Paulo José e Aderbal Freire-Filho. Em seu filme mais confessional, o grande diretor e dramaturgo (clique aqui e confira a sensacional entrevista que concedeu recentemente a ZH) relata a velhice de três velhos amigos, por meio de recordações em um encontro na casa de um deles.
> NOME PRÓPRIO (Rio de Janeiro, 2007, 120min)De Murilo Salles, com Leandra Leal, Juliano Cazarré, Munir Kanaan e Rosane Mulholland. Sinopse: baseado nos escritos da blogueira e escritora gaúcha radicada em São Paulo Clarah Averbuck, o filme conta a história de uma jovem mulher que dedica a vida a sua paixão, escrever. Camila é intensa, complexa e corajosa. Para ela, o que interessa é construir uma trajetória como ato de afirmação. Nome Próprio é um filme sobre a paixão de Camila e sua busca por redenção.
> VINGANÇA (Rio de Janeiro, 2008, 116min)De Paulo Pons, com Erom Cordeiro, Bárbara Borges, Branca Messina, José de Abreu e Márcio Killing. Primeiro filme do projeto de filmes de baixo orçamento Pax, chamado pela imprensa de "dogma brasileiro". Sinopse: em uma pequena cidade do interior gaúcho (Pons é do RS), Camila, filha de um rico fazendeiro, é violentada e abandonada na beira de um rio. Meses depois, Miguel, um rapaz misterioso e solitário, chega ao Rio de Janeiro e passa a perseguir uma jovem carioca, Carol, com quem inicia um relacionamento. Carol tem um irmão, Bruno, que mora na Austrália e que acabara de chegar ao Rio para passar alguns dias. Juntos, em uma festa, ao lado de outros personagens, eles conhecem Camila, que chega ao Rio e faz revelações que conduzem a história a um novo e inesperado caminho.
> A FESTA DA MENINA MORTA (Rio de Janeiro, 2008, 110min)De Matheus Nachtergaele, com Daniel Oliveira, Jackson Antunes, Juliano Cazarré, Cássia Kiss e Dira Paes. Primeiro filme do consagrado ator de 39 anos. Sinopse: o filme conta a história de Santinho, alçado à condição de líder espiritual numa comunidade ribeirinha do alto Amazonas, a partir de um “milagre” realizado por ele após o suicídio de sua própria mãe. O filme procura ser o retrato íntimo dos envolvidos nesta seita e da capacidade infinita do homem em “criar” fé e buscar um sentido diante de seu horror à morte.
> NETTO E O DOMADOR DE CAVALOS (Rio Grande do Sul, 2008, 95min)De Tabajara Ruas, com Werner Schünemann, Tarcísio Filho, Fernanda Carvalho Leite, Lu Adams e Denizeli Cardoso. Segundo filme da trilogia do general Netto, que começara em 2001 com o bom Netto Perde sua Alma. Sinopse: o filme reconta a mais popular lenda rio-grandense, a do Negrinho do Pastoreio. No início da Guerra dos Farrapos, o general Netto descobre que um antigo parceiro de guerras, o sargento Torres, está preso. Para libertá-lo, busca a ajuda de escravos rebelados, entre eles, o negrinho, o melhor ginete da fronteira.
> PACHAMAMA (Rio de Janeiro, 2008, 105min)De Eryk Rocha. Documentário do talentoso filho de Glauber Rocha, que já dirigiu o longa Rocha que Voa. Sinopse: Pachamama (título que significa para os indígenas andinos "mãe-terra" e designa a deusa agrária dos camponeses) narra a viagem de um cineasta, o próprio diretor, através da floresta brasileira em direção ao Peru e à Bolívia, onde encontra a realidade de povos historicamente excluídos do processo político de seus países e que pela primeira vez na história buscam uma participação efetiva na construção do seu próprio destino. É uma pequena odisséia de 30 dias pela realidade amazônica e andina, que revela um continente em ebulição, perpassado pela cultura milenar andina, que irradia pelo continente sul-americano substância primordial na constituição de novos paradigmas políticos.



Sinopse:

Mindelo - Tráz d'horizonte



MINDELO - atrás de horizonte
PAÍS: Cabo Verde
Duração_do_Filme: 74
Ano_de_Produção: 2008
Formato: HD
Empresa_Produtora: Crioula - Eurostudio
Diretor: Alexis Tsafas
Roteirista: Alexis Tsafas
Produtor_Executivo: Zenaida Alfama
Diretor_de_Fotografia: Yannis Fotou
Diretor_de_Arte: Fonseca Soares
Música: Vasco Martins
Montagem: Stamatis Magulas
Trilha_Sonora: Stamatis Magulas

Sinopse: O documentário «Mindelo - atrás de horizonte» é um retrato duma pequena cidade-porto de Cabo Verde, situada no meio do Oceano Atlantico. A câmara segue a vida contemporânea da ilha procurando a cultura crioula do seu povo. sem comentários, sem entrevistas, sem narração...

Vejamos... Os latinos de Gramado 2008... segundo Daniel Félix, crítico brasileiro de cinema:

A diversidade da seleção de longas brasileiros que disputarão os Kikitos do 36º Festival de Gramado está mantida entre os filmes estrangeiros. Na lista divulgada segunda-feira há um road movie mexicano a cavalo, um documentário sobre a vida cultural do Cabo Verde, um thriller sobre violência urbana na Colômbia, um drama argentino sobre mulheres de presidiários e uma comédia chilena de temática homossexual.São cinco filmes de realizadores pouco conhecidos no cenário internacional. O grego Alexis Tsafas é o mais experiente: antes de Mindelo Através do Horizonte, produção que documenta as atividades folclóricas de uma ilha do Cabo Verde, o diretor realizara o documentário musical Dançando com Raidel (2002). Os demais são todos estreantes.Perro Come Perro (Colômbia), de Carlos Moreno, Por Sus Proprios Ojos (Argentina), de Liliana Paolinelli, e Cochochi (México), de Israel Cárdenas e Laura Guzmán, foram exibidos em outros festivais internacionais - o primeiro, sobre o crime organizado colombiano, foi bem recebido em Sundance; o segundo, sobre familiares de prisioneiros, levou um prêmio de atuação em Biarritz para o elenco feminino; o terceiro, sobre dois jovens índios que atravessam a cavalo uma serra do norte mexicano, saiu premiado de Toronto. Completa a lista o chileno Muñeca, filme dirigido pelo roteirista de tevê Sebastian Arrau em que um homem tenta convencer seu parceiro gay de que ele seria um pai perfeito para o filho de uma amiga que eles têm em comum.O evento, que terá ainda longas de Domingos Oliveira e Matheus Nachtergaele, entre outros, será realizado entre 10 e 16 de agosto.

terça-feira, julho 08, 2008

Cultura "faz mais” por Cabo Verde do “que qualquer Governo", diz José Maria Neves

foto de Alexis Tsafas


Cultura "faz mais” por Cabo Verde do “que qualquer Governo", diz José Maria Neves
08-07-08 in asemanaonline


O primeiro-ministro defendeu ontem, em Coimbra, que a cultura, em especial a música e a poesia, tem projectado Cabo Verde no mundo "mais do que qualquer Governo"."A primeira embaixadora de Cabo Verde no mundo é a Cesária [Évora]", exemplificou José Maria Neves, ao intervir no lançamento da antologia de poesia inédita cabo-verdiana, «Destino de Bai», que reúne 32 autores, incluindo o próprio JMN, que assina também um texto introdutório na obra.
"Destino de Bai - Antologia de poesia inédita cabo-verdiana" foi editada pela ONG Saúde em Português, sob a coordenação de Francisco Fontes, antigo delegado da agência Lusa em Cabo Verde. Para José Maria Neves, "é impensável que qualquer Governo consiga fazer" o que a cantora Cesária Évora "já fez" por este país africano, projectando-o no mundo, escreve a agência Lusa.
"Destino de Bai", que teve ontem, em Coimbra, a sua primeira apresentação pública, no âmbito de um programa evocativo do 33º aniversário da independência de Cabo Verde, congrega colaborações de poetas residentes no país, e na diáspora, nomeadamente em Portugal, Brasil, EUA, Suécia, França e Holanda. "Cabo Verde tem os recursos naturais do futuro", disse José Maria Neves, lembrando que o arquipélago é tido como o país "com a maior quantidade de poetas per capita", além de que será "o país do mundo com mais músicos por metro quadrado".
A antologia "Destino de bai" irá "ficar como um marco importante na literatura cabo-verdiana", disse JMN. "Com uma obra desta natureza, conseguiremos fazer com que Cabo Verde esteja presente no mundo", frisando que o país "precisa de ser notado" a nível internacional, não lhe bastando ser "um ’Brasil’ em ponto pequeno".
Além do primeiro-ministro, intervieram na sessão de lançamento o presidente da Saúde em Português, Hernâni Caniço, o antologiador Francisco Fontes, a docente brasileira Maria Aparecida Ribeiro, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, o vereador da Cultura da Câmara de Coimbra, Mário Nunes, e a autora do prefácio e docente universitária Fátima Albuquerque.
Além de José Maria Neves, a presente antologia inclui poemas de Vera Duarte, recém-nomeada ministra da Educação e Ensino Superior, José Luís Hopffer Almada, Carlos Araújo, Eileen Barbosa, Kaká Barboza, Paulino Dias, G. T. Didial, Filinto Elísio, Anita Faria, Tchalê Figueira, Jorge Carlos Fonseca, Margarida Fontes, Corsino Fortes, Adriano Gominho, Lay Lobo, José Vicente Lopes, Chissana Magalhães, Vasco Martins, Mito, Jorge Miranda, António de Névada, Oswaldo Osório, Valdemar Pereira, Maria Helena Sato, Luiz Silva, Mário Lúcio Sousa, Danny Spínola, Paula Vasconcelos, Arménio Vieira, Artur Vieira e Elisa Schneble.
Segundo a organização da antologia, com 350 páginas, ilustradas com desenhos de Elisa Schneble, «Destino de Bai» reúne duas centenas de poemas inéditos "de grande diversidade temática e formal, desde micro-poemas com três ou quatro versos, até poemas longos com uma dezena de páginas". Este é, como efeito, o segundo projecto do género realizado por Francisco Fontes, já que a ele pertence também a antologia de contos «Tchuba na Desert». Depois de Coimbra é bem provável que o lançamento de «Destino de Bai» em Cabo Verde seja para breve.

sexta-feira, junho 20, 2008

António Pompêo em S.Vicente

Brilhante actor brasileiro em Cabo Verde. Depois da capital está agora em S.Vicente: Antônio Pompêo.



Antônio Pompêo (São José do Rio Pardo, 23 de fevereiro de 1953) é um actor brasileiro.
Director de Promoção, Estudos, Pesquisas e Divulgação da Cultura Afro-Brasileira da Fundação Palmares, ligada ao Ministério da Cultura.
Estreou no cinema com Xica da Silva (1976), de Carlos Diegues. Entre o fim dos anos 70 e começo dos 80, fez diversos filmes e, a partir daí, dedicou-se mais a trabalhos na televisão, só voltando ao cinema 17 anos depois, em O xangô de Baker Street (2001), de Miguel Faria Jr.


Trabalhos:
Cinema
1976 - Xica da Silva, de Carlos Diegues
1978 - O cortiço, de Francisco Ramalho Jr.
1978 - Se segura, malandro!, de Hugo Carvana
1980 - Parceiros da aventura, de José Medeiros
1982 - Escalada da violência, de Mílton Alencar
1984 - Quilombo, de Carlos Diegues
1984 - Nunca fomos tão felizes, de Murilo Salles
2001 - O xangô de Baker Street, de Miguel Faria Jr.
2001 - Condenado à liberdade, de Emiliano Ribeiro
2002 - Seja o que Deus quiser!, de Murilo Salles
2004 - Quase dois irmãos, de Lúcia Murat.

Televisão
2005 Prova de Amor - Amadeus (Rede Record)
2003 A casa das sete mulheres - João Congo
1998 Pecado capital - Percival
1996 O rei do gado - Dominguinhos
1995 Tocaia Grande - Robustiano (Rede Manchete)
1993 Fera Ferida - Joaquim dos Anjos
1993 Mulheres de Areia - Servilio
1992 Pedra sobre Pedra - Padre Otoniel
1990 A História de Ana Raio e Zé Trovão - Delegado (Rede Manchete)
1990 Rosa dos Rumos - Carijó (Rede Manchete)
1990 Escrava Anastácia - Adeaô (Rede Manchete)
1989 Kananga do Japão - Pai Alabá (Rede Manchete)
1987 O outro - Batista
1986 Sinhá Moça - Justino
1985 Tenda dos milagres - Budião
1985 O tempo e o vento - Severino
1984 A máfia no Brasil
1982 Lampião e Maria Bonita - Sabonete
1975 A Moreninha - Rafael

Em entrevista à Rádio de Cabo Verde Pompêo deixa transparecer o amor especial pelo Teatro

terça-feira, junho 03, 2008

Teatro de Língua Portuguesa, no Brasil


Teatro de Cabo Verde, mais uma vez, passeando-se ‘fora de portas’!
Desta vez, uma participação dupla: Dança-Teatro com os nossos ‘Raiz di Polon’; e Teatro puro, duro e clássico, mas nosso, com os ‘habitués’ dessas andanças, o ‘Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo’
Os nossos representantes já estão em terras de Vera-Cruz, prontos para a performance, com a ‘sodade’ no coração. Repomos em seguida, informações sobre esse Festival do Rio de Janeiro, com a devida vénia:
‘A partir do dia 4 de Junho até o dia 15 de Junho, o Rio de Janeiro estará sediando o Festival de Teatro da Língua Portuguesa, que reunirá companhias de teatro de todos os países lusófonos (Brasil, Portugal, Moçambique, Cabo Verde e Angola). O evento contará com as companhias de teatro: Grupo de Atores de Curitiba (Brasil), Grupo da Garagem (Portugal), Raiz di Polon (Cabo Verde), Grupo Teatral do Centro Cultural Português (Cabo Verde), Etu-Lene (Angola), Grupo Henriques Antas (Angola), Mutumbela Gogo (Moçambique ) e Gungo (Moçambique).
Durante o evento ocorrerá também o Festlip que promoverá oficinas de teatro, palestras, exposição, mostra gastronômica e programação musical ao ar livre. No dia 5 de junho, será aberta a exposição “O teatro no Brasil e a chegada da família real”, que retrata a transformação das artes cênicas a partir da corte portuguesa ao Brasil, em 1808.’
(in Diário do Rio de Janeiro)


Muuuuuuuita Meeeeeeeerda!!!

quinta-feira, maio 22, 2008

BIOGRAFIA D'UM CRIOL


É verdade! O Teatro não pára – graças a Deus! – na nossa terra. Após a reposição há dias no CCM, da peça do CCP – Mulheres na Lajinha – e a estreia em terras de Angola (Luanda), com casa cheia e tendo deixado boa impressão das nossas artes cénicas naquele país irmão… no fim deste mês de Maio, uma estreia absoluta:

Biografia d’um criol, pela Companhia Sarron.com.

A SARRON.COM já nos habituou a bons trabalhos, no mínimo diferentes, e com uma apetência especial para os musicais. Mais uma vez assim é, e em homenagem ao trovador cabo-verdiano e mindelense em especial que muito (tudo!) merece: Manel d’Novas.

Neu Lopes escreve a propósito da ideia:

‘A SARRON.COM é uma companhia que sempre primou pela salvaguarda dos valores culturais cabo-verdianos. Assim, até hoje apresentou peças de autores cabo-verdianos, neste caso, escritos pelos próprios elementos.

Mas vêm aí adaptações e peças de dramaturgos nacionais. Queríamos apresentar mais uma peça dentro desse quadro para o Março, Mês do Teatro 2008. Neu Lopes discutia com o primo Júlio Fortes sobre uma possível peça a apresentar pela companhia. Júlio, então, avançou a ideia de apresentar uma peça baseada em músicas de Manuel d’Novas. É claro que a ideia era boa. Ainda por cima ficaria em família, uma vez que Neu é filho do compositor e Júlio sobrinho. Mas Júlio não contava com a ideia de Neu a transformar num musical. Assim, postas mão à obra, Neu começou a escrever o texto, tendo como base cerca de setenta composições de Manuel d’Novas. E nasceu assim “Biografia dum Criôl”, baseada sobretudo na morna de mesmo nome, mas contada e cantada através da longa carreira musical daquele que é o maior compositor cabo-verdiano de sempre.’


A Estreia Oficial já tem data: 30 de Maio às 21h30
O espectáculo será, no entanto, repetido nos dias 31 de Maio às 21h30 e no dia 1 de Junho às 20h00.
Os bilhetes já estão à venda no Centro Cultural do Mindelo, na sede da Associação Mindelact e junto aos elementos da SARRON.COM - Companhia de Teatro.

Uau! Mais Teatro. Encontro marcado para 30 de Maio.
(Muita Meeeeeerda)

segunda-feira, maio 05, 2008

MULHERES NA LAJINHA - Elas estão de volta!!!

Eh Luisão!
Uabá! Uli kês amdjer brób ta bem outra vez!!!

Li na Soncent, ê na sexta-fera, dia 9; e sóbd, dia 10 de May, lá na CCM .
Depôs, na 18 de May... ê na Luanda - Angola.


Adelina
«Venho à Laginha porque o médico mandou. Imaginem! Sempre vivi aqui e nunca un t’má fé que Laginha era assim tão sabe. Esse mar. Algum cosa serviu-me ter ido ao médico naquel dia. Un kordá para o que temos de melhor nas nossas ilhas!»

O Grupo de Teatro do Centro Cultural Português - IC vai apresentar no Mindelo, em reposição, a peça «Mulheres na Lajinha», adaptação do romance de Germano Almeida «No Mar da Lajinha», no próximo fim de semana, dias 09 e 10 de Maio, no Centro Cultural do Mindelo, que apoia a iniciativa. Em plena campanha eleitoral para as eleições autarquicas, nada como uma peça divertida, despretensiosa e alegre, para recarregar as baterias (para quem precisar delas carregadas!) Esta mini-temporada tem como principal objectivo conseguir alguns fundos para ajudar o grupo que está quase de partida para mais uma aventura internacional, desta feita para Angola, Luanda, onde participará no 1º Festival Internacional de Teatro e Artes de Luanda, no quadro das comemorações do vigésimo aniversário do Grupo de Teatro Elinga, a assinalar-se no dia 21 de Maio. Participarão no festival, para além do Elinga Teatro, os grupos teatrais Horizonte Njinga Mbandi, Etu Lene, Oásis, Henriques Artes, Bismas da Acácias, o núcleo Estrelas do Horizonte, a Companhia de Teatro da Lunda Sul e a Companhia Dançarte, todos de Angola.Do exterior irão os grupos Mutumbela Gogo e Galagazul, de Moçambique, os Fidalgo (Guiné-Bissau), Grupo de Teatro do Centro Cultural Português - IC (Cabo-Verde) e a Escola da Noite e Trigo Limpo, de Portugal. A apresentação de «Mulheres na Lajinha» em Luanda está agendada para o dia 18 de Maio. Para mais informações sobre a peça (ficha artística, texto do espectáculo, criticas e imagens), consultar o blog do grupo GTCCP/IC, na página: http://gtccpm.blogspot.com/search/label/Mulheres%20na%20Lajinha

sexta-feira, abril 25, 2008

Futebol e Teatro... de mãos dadas - 'Ora Bolas!'

É já esta noite, no Centro Cultural do Mindelo, pelas 21:30 horas, a estreia da peça de Jorge Spencer que acontece no ambito da programação que assinala o final dos Campeonatos Regionais de Futebol da Ilha.

A notícia está no asemanaonline.




“Bolas”, com assinatura de Jorge Spencer Ramos, é o título da peça que sobe hoje, 25, às 21h30, ao palco do auditório do Centro Cultural do Mindelo. A obra, encomendada pela Associação Regional de Futebol de São Vicente para comemorar o fim da época 2007/2008, é uma comédia que tem como cenário um estádio e um jogo de futebol na cidade do Mindelo.

“É uma peça mais ou menos livre, leve e alegre para proporcionar alguns momentos de alegria à assistência”, declara Jorge Spencer Ramos que, além de ser o autor do texto de “Bolas", é também encenador e actor. Em palco vão estar também Nelson, Sandro, Cleudir, Hélia e Isabel, filha de Jorge Spencer Ramos, de apenas seis anos.
Uma trupe que, durante cerca de 50 minutos, são as personagens de uma partida de futebol, num dos estádios de futebol de São Vicente. “Além do jogo, a peça retrata as situações que são protagonizadas pelos adeptos”, explica Jorge Spencer Ramos, que também recorreu às suas memórias de infância para compor esta obra.
O autor e encenador recorda-se que, tal como uma das personagens de “Bolas”, “naquela época os adeptos que se comportavam mal eram castigados por ofensa pública e eram banidos do estádio por algum tempo”. Jogador, árbitro, fã de jogador são as outras personagens da peça que tem apenas uma baliza, uma bola e um banco de suplentes como cenário.
TSF

terça-feira, abril 15, 2008

Festival de Teatro lusófono no Rio de Janeiro



Teatro - chega-nos esta informação, através da Lusa.

Com a devida vénia, repomos aqui no nosso espaço:
Festival vai reunir 10 grupos de países lusófonos em Junho no Rio de Janeiro
Um festival lusófono de teatro vai reunir 10 grupos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal em Junho, no Rio de Janeiro, anunciou hoje a organizadora do evento. Tânia Pires disse à agência Lusa que o festival, inicialmente planeado para São Paulo, foi transferido para o Rio de Janeiro como parte das comemorações dos 200 anos da chegada da família real portuguesa. O Festival de Teatro da Língua Portuguesa (Festlip) reunirá, de 04 a 15 de Junho, apresentações de 10 companhias, duas de cada país lusófono, com a eleição pelo público do grupo revelação. A escolha das companhias participantes está a ser feita pelas autoridades culturais de cada país, segundo Tânia Pires. Paralelamente à programação teatral, o Festlip promoverá oficinas de teatro, palestras, exposições, mostra gastronómica e uma programação musical ao ar livre. "O nosso objectivo é celebrar a riqueza e a diversidade teatral dos países lusófonos através do teatro, arte mais primitiva da expressão cultural", salientou Tânia Pires. A 05 de Junho, será aberta a exposição "O teatro no Brasil e a chegada da família real", mostra que retrata a transformação das artes cénicas a partir da presença da corte portuguesa no Brasil, em 1808. Oficinas com directores brasileiros de renome, como Moacyr Góes, Sérgio Ferrara e Gilberto Gawronski, serão realizadas para actores participantes, espectadores e estudantes de teatro. Os participantes das oficinas vão realizar uma leitura dramatizada de dois textos vencedores do "Prémio Luso-brasileiro de dramaturgia Antônio José da Silva", de 2007 e 2008. As palestras serão realizadas pelo dramaturgo e jornalista brasileiro Alcyone Araújo e pela escritora e jornalista moçambicana Rosa Langa. O festival inclui ainda uma mostra gastronómica, num restaurante do Rio de Janeiro, onde serão apresentados dois cardápios (com entrada, prato principal e sobremesa) de cada país participante. A programação musical decorrerá num palco montado ao ar livre no bairro da Lapa, região boémia da cidade, com músicos dos diferentes estilos lusófonos. O Festlip tem o apoio de embaixadas dos países participantes, do Ministério da Cultura do Brasil, do Instituto Camões e da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP). O custo total do evento será de cerca de 1,4 milhões de reais (522 mil euros), a ser pago por empresas brasileiras e portuguesas, no quadro das leis de apoio ao mecenato.

Sabemos já que CV será representado pelo Grupo de Teatro do Centro Cultural Português -IC de Mindelo, com a peça 'O doido e a morte', e pelo Grupo de Dança Raiz di Polon.


MAN
Elementos do Grupo CCP na sua última presença no Rio de Janeiro, com 'Mar Alto'
O doido e a morte

terça-feira, abril 08, 2008

Teatro nas Ilhas




A ÚLTIMA CEIA nos 150 anos da Cidade da Praia

Depois da estreia aqui no Mindelo, a 14 de Março passado – no âmbito de MAEÇO – Mês do Teatro, eis que surge a hipótese de ‘viajar’ para a capital. A 40ª produção do GTCCP-IC, A ÚLTIMA CEIA, adaptação a partir de APOCALIPSE NAU do escritor português Rui Zink, foi bem recebida pelo público mindelense que, uma vez mais, se reviu no trama, no palco, nas situações de vida. É, ‘esta peça fala da vida, de seres humanos banais, iguais a tantos outros no mundo. E a vida é, por definição, o reino onde cabem todos os epítetos. Um mistério onde, num segundo, tudo se pode esfumar numa memória, num grito, num perfume imaginário.

’A situação é bastante simples: estamos no último dia do milénio: três homens e duas mulheres apostam tudo. As probabilidades não são muitas. Porque o mundo vai acabar ao bater da meia-noite. É o próprio Diabo quem o diz. E o Diabo, como se sabe, nunca mente. Esta é pois uma história negra que retrata uma noite de passagem de ano de uma família de classe média em ruptura, na viragem do milénio, que pretende fazer-nos pensar e, se sobrar vontade para isso, sorrir. E ninguém nos garante que este não seja amarelo. O pior dos sorrisos.’

E… boa viagem… e muuuita merda!

segunda-feira, março 31, 2008

Colecção Dramaturgia Nacional




Vai acontecer no final da tarde de hoje o lançamento na Praia, no auditório do centro Cultural Português - Instituto Camões, da obra Teatro, da autoria de Mário Lúcio Sousa.
O livro insere-se na Colecção Dramaturgia Nacional, editada pelo Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro e a Associação Teatral e Cultural Mindelact, que teve já um primeiro volume com peças da autoria de Espírito Santo da Silva.
"Adão e as Sete Pretas de Fuligem", "Salon", "Sozinha no Palco" e "Vinte e Quatro Horas na Vida de um Morto" - todas já encenadas - e "Diálogos com Satanás" são as cinco peças que compõe esta obra cuja apresentação irá encerrar o Março mês do Teatro.
O evento terá lugar pelas 18h45 e a apresentação estará a cargo de João Branco, Presidente da Direcção da Associação Mindelact. Cerimónia igual já tinha acontecido aqui em S.Vicente, com a presença do autor.



Imagem de 'Salon' de Mário Lúcio

sexta-feira, março 28, 2008

Prémio de Mérito Teatral 2008




Cerimónia simples,
Concorrida,
Centro Cultural do Mindelo,
Sílvia Lima em nome do GTCCP-IC,
Guia-nos docemente ao ano 93 do século passado…
Eram os primeiros passos – dados por gente imberbe –
do que viria a ser o grupo farol da nova largada das Artes Cénicas.
Nova largada, agora para um teatro outro, mais universal, mais técnico…

- Só por isso, a legitimidade para merecer o Prémio de Mérito Teatral 2008!

Sílvia Lima: a primeira peça aconteceu quase sem público – e era entrada grátis! - pelo que tivemos que sair à rua, e fazer tudo para tentar levar as pessoas para o nosso teatro… aliciá-las e conquistá-las para o mundo da magia do teatro.

- 15 anos depois, após 40 produções, e esforço, sangue e suor de muitos jovens empenhados na causa… Um Prémio de Mérito Teatral mais que merecido!
Aconteceu ontem, Dia Internacional do Teatro...
Em cerimónia simples, Concorrida, cheia de simbolismo e de emoções…No Centro Cultural do Mindelo – sede do teatro que se faz no Mindelo.

quinta-feira, março 27, 2008

A MAGIA DO TEATRO NÃO PODE PARAR

DIA MUNDIAL DO TEATRO (e do CIRCO)

Pémio de Mérito Teatral 2008


A magia não pode parar!!!



JB - Director Artístico e Encenador do Grupo Premiado





Hoje, no Dia Mundial do Teatro e do Circo, o Centro Cultural do Mindelo recebe a cerimónia de entrega do Prémio de Mérito Teatral da Associação MINDELACT.

Este ano, por decisão esclarecida da Assembleia Geral de 15 de Março, a estatueta vai para o Grupo de Teatro do Centro Cultural Português.






Vejamos um pouco do historial do grupo premiado deste ano – o GTCCPM

Desde 1993 o Grupo de Teatro do CCP do Mindelo - ICA, tem tido uma actividade bastante intensa na produção de espectáculos teatrais - já lá vão 30 produções teatrais diversificadas, quer a partir de textos colectivos, como por exemplo Nós, Pescadores, Eu Sou Teu Escravo?, Sonhos e Mancarra; quer pelo aproveitamento de textos de autores conhecidos para dramatizações 'crioulas', como o foram O Fantasma de S. Filipe, a partir de Oscar Wilde, O Último Dia de Um Condenado, a partir de Victor Hugo, A Birra do Morto de Vicente Sanchez, A Casa de Nha Bernarda e Sapateira Prodigiosa de Garcia Lorca, Os Dois Irmãos de Germano Almeida, Romeu e Julieta e Rei Lear de William Shakespeare ou O Médico à Força de Moliére; ou ainda através da concretização de co-produções com outros grupos ou entidades não cabo-verdianas, como o caso da peça As Virgens Loucas de António Aurélio Gonçalves, em 96, Os Velhos Não Devem Namorar, de Alfonso Castelao, co-produzido com o Grupo de Teatro Elinga de Angola em 1998, ou Cloun Creolus Dei, uma co-produção com o Teatro Meridional em 1999.

É o grupo mais produtivo da história do teatro cabo-verdiano, tendo acabado de estrear a sua 40ª Produção Teatral, A Última Ceia. Além disso, conta com mais de duas dezenas de participações em eventos internacionais, em países como Portugal, Espanha, França, Itália, Brasil e Holanda.

De salientar ainda o Prémio Teatral de Mérito Lusófono, atribuído pela Fundação Luso-Brasileira para o Desenvolvimento do Mundo de Língua Portuguesa, no final de 1996, "em reconhecimento do seu trabalho de formação e do seu esforço de cooperação com o teatro português". Prémio entregue numa cerimónia realizada na cidade brasileira do Recife.

É um dos três grupos fundadores do Festival Internacional de Teatro do Mindelo - Mindelact.

Como vem sendo hábito desde 1999, o Prémio de Mérito Teatral será entregue na cerimónia desta tarde no CCM, no que será não só uma significativa homenagem ao grupo premiado, como mais um motivo de confraternização entre agentes teatrais, grupos de teatro e amantes das artes cénicas cabo-verdianas.


Esta é a décima edição do Prémio, que tem como principal objectivo servir de incentivo para aqueles que, de uma forma ou de outra, tem contribuído para o melhoramento do nosso teatro.


Prémio de Mérito Teatral


Lista dos galardoados pelo Prémio de Mérito Teatral, desde a sua criação, em 1999:

1999 - Grupo de Teatro Juventude em Marcha & Sr. Mário Matos
2000 - Francisco Fragoso
2001 - Escola Salesiana & Centro Cultural Português / ICA
2002 - Jornal A Semana & Rádio de Cabo Verde
2003 - Público do Mindelo
2004 - Ciné-teatro Éden-Park
2005 - Banco Comercial do Atlântico / BCA
2006 - Luísa Queirós
2007 - César Fortes
2008 - Grupo de Teatro do Centro Cultural Português - IC

segunda-feira, março 24, 2008

Dja d’Sal no Festival Internacional de Teatro de Albufeira

Com a devida vénia, repomos aqui no blog do Atelier Teatrakácia, a notícia sobre a participação dos colegas do Sal (Estrelas do Sul - ou será que mudaram de nome?)no Festival Internacional de Teatro de Albufeira - Portugal.

Muita Meeerda!!!



Um texto de TSF, no asemanaonline:


'O grupo Dja d’Sal, da vila de Santa Maria (ilha do Sal), apresenta hoje, 24, em estreia absoluta no Auditório e Centro Comunitário de Paderne, a peça “Neptuno, moderno e fanfarrão”. Dja d’Sal participa no I Festival Internacional de Teatro de Albufeira, região do Algarve (Portugal).

A peça, co-escrita por Victor Silva e Gilberto Évora, será reencenada na quarta-feira, 26, num espectáculo para a comunidade cabo-verdiana residente na cidade de Faro, é escrita em crioulo e português e conta a história de um rei do Mar - Neptuno - que se apaixona por uma crioula, tendo como pano de fundo a cultura cabo-verdiana.
Além de Victor Silva, actor, dramaturgo e encenador, fazem parte da comitiva do Dja d’Sal os actores Kavi Inocêncio, Nelson Brandão, Celi Fortes, Stefania Duarte e Doriliana Ramos, mais o técnico de som e luz Tchida Silva e a figurinista Janine Duarte.
No I Festival Internacional de Teatro de Albufeira, que é gratuito e organizado por Grupo de Teatro Guizos e Grupo Cénico Quatro Ventos com o apoio da Câmara Municipal e Centro Comunitário de Paderne, participa também o grupo Os Guizos, com a peça «Dulce, a doce - ou a impossibilidade do teatro», na terça-feira, 25, no Auditório e a 5 de Abril no Centro Comunitário de Paderne, às 21h30.
Na noite do Dia Mundial do Teatro (27 de Março), o Grupo Cénico Quatro Ventos estreia «Com os Fantasmas não se brinca», no Centro Comunitário de Paderne, repetindo-se a 4 de Abril. Ambas decorrem pelas 21h30. No dia 29, o Auditório recebe, pelas 21h30, «Evita, Eva Péron», do Teatro Arte Livre de Vigo.
Domingo, 30, às 15h30, outra estreia no Centro Comunitário de Paderne, a de «O Pastorinho Amoroso - Fernando Pessoa para crianças», do grupo Os Guizos. A peça volta a subir ao palco a 6 de Abril. A peça japonesa «Hanjo», da Companhia Paulo Lage, está em cena ao ar livre, às 21h30.'

TSF


PS: Boa sorte por lá! E que representem bem as artes cénicas crioulas!

sexta-feira, março 21, 2008

Parabéns a Você!





Uau! Parabéns ao GTCCP!!!


Há muito que se esperava, e aconteceu da melhor maneira: No primeiro ano em que a Direcção do Mindelact não levou propostas para a reunião magna do Mindelact, a Assembleia Geral - soberana que é - propôs e elegeu esse grupo marcante da era moderna do teatro cabo-verdiano, o Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo. Melhor não poderia ser. Pela segunda vez o Prémio de Mérito Teatral vai ser entregue a um grupo, depois do popular e movimentador de massas Juventude em Marcha.


Encontro marcado para a cerimónia solene de entrega do Prémio - 27 de Março, 18h30, no Centro Cultural do Mindelo. Como sempre, no Dia Mundial do Teatro!



Parabéns GTCCP!!!

(e parabéns também ao mandatário!)

quinta-feira, março 06, 2008

MARÇO - MÊS DO TEATRO - Dramaturgia



E porque esta sexta-feira, 07 de Março, teremos da Colecção Dramaturgia Nacional, o segundo volume com peças de Mário Lúcio Sousa… propomos hoje aqui no Teatrakácia, repôr uma entrevista concedida pelo autor, justamente sobre essas andanças de experimentar escrever para o Teatro.

«A dramaturgia é o único espelho literário que existe.»


Pergunta: Para início de conversa gostaríamos que nos dissesse qual a sensação que fica depois da experiência que teve na qualidade de escritor na área da dramaturgia, a ver a sua obra no palco.

Mário Lúcio: A nível da expressão literária foi para mim uma experiência nova e só se me comparou a quando se assiste ao nascimento de um filho. Foi exactamente a mesma impressão na medida em que a pessoa escreve – ou concebe – e depois vê toda essa pretensão ou desígnio convertida em vida.

P: Com a encenação.

Mário Lúcio: Precisamente, com a encenação. Portanto o texto escrito é uma imaginação, uma viagem para um universo de todo o modo abstracto, e de repente nós vemos as pessoas, as personagens, os espaços a nascerem dessa imaginação e a tomarem corpo e dinâmica próprios. Às vezes nos sentimos também surpreendidos, é como se esse processo fosse algo desgarrado da nossa criação original.

P: E poder-se-á dizer que é um pai, desses cuidadosos, que acompanham todo o processo?

Mário Lúcio: Eu tive a sorte de trabalhar com o João Branco e com uma excelente equipa, e eles permitiram-me desfrutar de experiências e situações artísticas que não faziam parte do meu horizonte, das minhas aspirações. Uma grande experiência para mim foi ter assistido ao casting, à escolha dos actores, e o João consultava-me e estivemos quase perto de estarmos praticamente em consenso. Também houve outras situações muito interessantes, como quando assisti o início dos ensaios e também ao ensaio para a imprensa, ainda sem público, dois ou três dias antes da estreia. E todo esse processo foi como realmente anunciar uma gravidez e depois termos essa possibilidade de acariciar todo esse processo de gestação até ver junto com o mundo essa entrega à luz, que é uma expressão que até cai bem ao teatro...

P: No caso concreto de “Adão e as Sete Pretas de Fuligem” acha que esse filho, o Adão, parece-se consigo ou com a mãe?

Mário Lúcio: Acho que tem das duas coisas. A concepção é importante mas o João tem uma forma muito própria de interpretar os textos e essa forma vai permitir, agora que nos conhecemos melhor, e ainda dentro dessa metáfora, de celebrar o matrimónio, porque agora já tenho outras preocupações. Por exemplo, antes eu tinha que fazer imensas descrições dos cenários, das movimentações dos personagens, e agora posso ocupar-me melhor com o enquadramento dos diálogos. O João encontra soluções estéticas muito elevadas para os textos, que no papel tem todo o cabimento, mas no palco não pode haver situações forçadas. Ele tem soluções que não estão previstas no texto, essa é a sua forma de trabalhar. Ele mais do que aplicar um texto, respeitando as palavras todas e as ideias todas, cria situações que complementam a interpretação desses textos. De forma que Adão tem muito do pai porque respeita toda a fisionomia, mas no comportamento, pode-se dizer que é um filho da mãe (risos).

P: Deve-se entender que houve momentos de alguma cedência da parte do pai...

Mário Lúcio: Exacto. Mas foi natural, pois eu sempre trabalhei em grupos. Enquadro-me bem em trabalhos de grupo. Eu vivi desde miúdo num quartel militar, fiz toda a minha carreira universitária em Cuba, onde vivíamos várias pessoas no mesmo apartamento, com toda aquela educação comunitária e depois entrei no Simentera, ou seja, sempre partilhei os meus conhecimentos e os meus sentimentos com um grupo. O texto inicial era um texto muito longo, pois eu tinha-me proposto fazer uma leitura da exclusão no seu sentido mais amplo, até à auto-exclusão, mas também queria falar de uma coisa que acontece muito hoje em dia que é a exclusão política, e que é muito violenta. Isto é, os políticos servem-se uns aos outros e estão todos dentro do mesmo saco. Quando se discorda, aquele que foi bom ontem é uma víbora amanhã. Isso em África é muito comum. Eu quis tratar todo o processo das ex-colónias, onde houve muita exclusão, sobretudo em Angola, e então o texto original era muito longo, daria para cerca de duas horas e meia de teatro. O João sugeriu-me que havia um momento alto na peça e que gostaria que o final fosse ali, e então o texto ficou, poderá haver outros encenadores que queiram trabalhá-lo. Foi só uma forma de trabalhar em conjunto e eu prontifiquei-me em trabalhar a escrita para um final específico, que ele sugeriu. E foi muito bom, porque foi um momento muito criativo para mim, substanciado na cena final dos santos, que me deu imenso gozo artístico, entrar nesse mundo e aprender muito com isso. Depois o final acabou por ser mesmo uma escrita minha, mas a partir de uma proposta do resto do grupo.

P: Portanto a sua própria vida deu-lhe um trunfo que o ajudou a entrar no mundo do teatro, que é um mundo do colectivo.

Mário Lúcio: Sim. Foi uma experiência muito gratificante a vários níveis, até porque normalmente a criação é um acto solitário. E todo o meu processo de criação tem sido um acto solitário embora na hora da execução e da experimentação venha a ser um processo de discussão, de partilha. Mas com o teatro, neste caso específico, directamente ligado a métodos do encenador, deu-me a possibilidade de me sentir um escritor de marionetas, que também as houve no espectáculo. Eu sentia que os actores também eram meus, eu tinha ajudado a criá-los...

P: Podia manuseá-los...

Mário Lúcio: Exacto. Isto deu-me vários amigos, várias paixões. Ainda hoje tenho uma enorme paixão por essa obra, pelo encenador e pelos actores. Passaram a fazer parte da minha vida, porque foi um momento muito importante de encontro de seres humanos.

P: Temos estado a falar mais do período pós produção, gostaríamos de saber no que diz respeito concretamente à parte da criação, à parte solitária, como disse, se foi também gratificante, ou havia mais a preocupação do compromisso assumido?

Mário Lúcio: Foram as duas coisas, na medida que eu nunca trabalhei sob encomenda. Mesmo no caso do Sementera, gravámos de dois em dois anos porque tenho a preocupação de deixar que as músicas nasçam. Na minha estrutura mental os prazos tem alguma importância, porque incitam-me, vão provocando ideias. E quando recebi esse convite do Porto 2001, e o João telefonou-me e falou comigo, eu respondi, porque gosto desse tipo de colaborações, mas também queria aceitar esse desafio. Não era só um desafio de compromisso, mas de escrever um texto para ser encenado e mais do que isso, ir ao encontro de um tema que me foi proposto. Também gosto de trabalhar nesse sentido, compor para filmes, por exemplo. Fiz a banda sonora de “Adão e as Sete Pretas de Fuligem” porque é bonito nós irmos de encontro às aspirações do outro. E eu aceitei, e comecei a pensar no que é que se poderia fazer. Foram vários meses de reflexão, geralmente à noite, um sono acordado que origina um cansaço terrível, e surgiram várias ideias nesse período. Pensei em vários cenários. Por exemplo, que poderiam ser sete mortos, o que era uma coisa engraçada, porque começava a meio metro do piso do palco, portanto toda a encenação seria subterrânea e os mortos levantavam-se e contavam em perspectiva o que lhes tinha sucedido na vida. E aí havia várias diferenças, diversidade humana, diversidade de vivências. Mas acabei por mudar de ideias porque era um cenário um tanto ao quanto macabro, embora fosse certo que o João daria àquilo toda a comicidade merecida, mas a mim o caixão é algo que me choca, e desisti da ideia, porque esse simbolismo poderia também afectar a sensibilidade de outras pessoas. Foi assim que surgiu a ideia da parábola da Branca de Neve e os Sete Anões.

P: Ainda um pouco mais sobre a parte criativa, essa parte de pensar nos personagens, criar para o teatro, o escritor nessa outra expressão, que é a dramaturgia. Fica-lhe a vontade de repetir essa experiência?

Mário Lúcio: Sim, hoje em dia sim. Até porque já sei minimamente navegar e sobretudo quando se trabalha em parceria com um encenador desde o princípio. Eu confesso que tinha uma ideia da obra, escrevi a sinopse, eu e o João falámos muito, em cafés e noutros locais, e foi-me dando ideias. Mas chegámos a um ponto que foi também de sofrimento, quando eu não tinha soluções técnicas para trazer o personagem à cena. Havia desembarques de personagens em Lisboa, chegadas de barco ao país de origem, discussões numa praça, uma discoteca, havia desfiles militares, cenas antes da independência, cenas dezoito anos depois...

P: Resumindo, o criador não deve pensar na encenação...

Mário Lúcio: Eu como já tinha o hábito de escrever guiões para documentários e espectáculos, procurei seguir essa linha, mas foi um processo de sofrimento. Só depois me apercebi que realmente essas soluções técnicas cabiam ao encenador, mas eu continuo a trabalhar assim, a sugerir, porque senão complico a vida ao encenador e também porque não saberia enquadrar exactamente o que eu quero. Daí que às vezes propunha soluções desse tipo, que fazem parte mais do texto do que da encenação, mas onde certos elementos da encenação entram como elementos plásticos do texto.

P: Esse relacionamento com o encenador, para o escritor, é uma facilidade.

Mário Lúcio: Exactamente. Para mim constitui uma enorme facilidade porque eu não gosto de complicar as coisas. Assim sei que o trabalho vai numa linha e que essa linha permite-me uma enorme aprendizagem, isto é fundamental, porque é uma matéria que eu não domino, e também essa minha aprendizagem vai facilitar posteriormente a encenação da obra. Então é todo um processo de partilha, onde eu funciono também como aprendiz.

P: Tecnicamente falando, a dramaturgia é algo bem diferente do resto que se possa escrever. Que comentários?

Mário Lúcio: Para mim foi muito diferente, porque na minha prosa eu não gosto de escrever diálogos, travessões e parágrafos. Comecei na literatura pela poesia, que continuo a produzir, depois escrevi um livro de prosa, que acho que teve algum papel nesse convite que me fizeram, mas é um texto que não tem travessões, não tem diálogos sistemáticos, eles estão narrados, como eu gosto de escrever. E de repente na dramaturgia temos que estar permanentemente a fazer ponto parágrafo travessão, ponto parágrafo travessão. Incomoda-me muito. Não nos permite muitas loucuras, porque as personagens não habitam dentro de nós no teatro, como acontece nos outros géneros. No teatro nós temos que ser actores, isto é, os vários personagens são fingimentos de mim. E então é possível também entrar em contradições comigo. Aliás, acho que a dramaturgia é o único espelho literário que existe e mostra-nos que cada homem é vários homens. E isso aconteceu-me. Tive que aceitar ser mulher, mais do que a metade que naturalmente sou, tive que aceitar ser bruxo, aceitar ser meio homem, que todos nós somos, e tive que aceitar ser o despistado, o racista, o ditador, o machista, que são coisas que nos habitam e a escola nos ensina a camuflar, mas no processo literário como é o teatro, onde nós temos que ser esses personagens, aí não há nada a esconder. E então foi esse processo, primeiro em termos técnicos e estéticos de aceitar permanentemente fazer cortes para que os personagens pudessem falar, mas também aceitar que não estava a criar personagens para me servir, como é o caso da poesia ou da prosa, mas que realmente eu estava a deitar fora as várias personagens que me habitam. E isso foi uma grande aprendizagem e tive que aceitar que nós somos esse aglomerado de coisas, incongruentes, às vezes.

P: Em “Adão...”, a exclusão era o tema. Sabemos que neste momento há uma outra experiência em curso...

Mário Lúcio: Sim. Quando eu me encontrei com o João Branco no Porto, nós falamos muito, até porque tanto ele como a Ana Cordeiro gostaram muito do texto. Aliás confesso que quando o enviei, não fazia ideia de coisa nenhuma que se iria passar, porque nem eu mesmo gostava do texto, não sabia muito bem o que tinha escrito, não sabia se iria servir. Mas eles gostaram. Depois a Isabel Alves Costa do Porto 2001 também gostou e nas conversas fui explicando porquê é que criei as várias personagens femininas. E umas das personagens é a cabeleireira. E sempre considerei que o local mais democrático do mundo, pelo menos aqui em Cabo Verde, é um salão de cabeleireiro, onde vão todas as pessoas e todas tem direito de falar e de especular e de dizer aquilo que querem. É o sítio onde nada se esconde, diz-se tudo, sabe-se tudo e aquilo que não se sabe inventa-se, e o mais terrível é que a invenção acaba por coincidir com algum facto. E o João disse, olha curiosamente, eu tenho um sonho de fazer uma peça que se passe dentro de um salão de cabeleireiro... (risos)

P: Foi um prelúdio...

Mário Lúcio: Pois, e eu disse-lhe, então está escrito. Fomos desenvolvendo ideias e eu deixo as coisas cozinharem até que esse fenómeno que se chama limite do tempo comece a provocar uma adrenalina e eu pus-me o compromisso de até Novembro ter pronta uma sinopse, durante a digressão que fiz entretanto fui tomando notas para encontrar uma solução estética para o que eu cria narrar, e apresentei ao João a ideia geral dessa nossa obra que se chamará “Salon”...

P: Salon di cabeleireiro...

Mário Lúcio: Exacto e há esse jogo de palavras que nos faz associar essa palavra aos salões do Western, porque realmente é um sítio onde acontece todo o tipo de situações. Já estamos em fase avançada. Dentro de alguns dias vou começar a escrita integral do texto.

Entrevista de Fonseca Soares, publicada no nº9 da Revista Mindelact, em 2002.

terça-feira, março 04, 2008

MARÇO - MÊS DO TEATRO - Grupos em directo na TCV



Com a devida vénia, retomamos aqui esta informação importante para o Teatro Nacional, e para os agentes do nosso teatro.

Um post da nossa camarada Sarron.com.



Numa proposta que visa o incentivo ao Teatro Nacional, a TCV levará a cabo todos os Domingos a partir das 21h30 um talk-show com a duração de cerca de 45 minutos, incidindo sobre as mais diversas áreas do teatro, os grupos de São Vicente, e não só, seus projectos, suas experiências, suas dificuldades e os bastidores desse género cultural que, após anos de insistência, acabou por conquistar um público cada vez mais exigente.

O programa é realizado por Carlos Freitas, apresentado por Filomena Alves e a primeira edição estará no ar no próximo dia 9 de Março, Domingo.

Para cada edição estará representada uma companhia teatral mindelense. E para o pontapé-de-saída foi convidada a Sarron.com - Companhia de Teatro.

Uma oportunidade dos telespectadores e do público nacional partilhar imagens e experiências com a mais jovem companhia teatral de São Vicente que, no ano em que completará três anos de vida já conta com três produções e está a preparar mais duas para ainda este ano.

O programa terá seu término numa edição com o grupo teatral Juventude em Marcha e com a colaboração de entidades culturais, agentes e representantes de outras companhias.

Conta-se ainda com a importante colaboração de Sua Excelência, o Ministro da Cultura.

Durante os vários programas também estarão em linha representantes de grupos de Santiago, entre os quais César Schofield, Grupo de Teatro OTACA e Fladu Fla.

E nós do atelier teatrakácia, estaremos no mesmo espaço a 30 de março 2008.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Dificuldades na montagem de peça nova



Falta de tempo de vários dos elementos do Atelier Teatrakácia que, além de trabalhar, também estudam à noite... ou são professores... ou trabalham à noite... motivaram o emperrar da 'máquina de sonho Teatrakácia'. É verdade que todos os grupos no activo vivem e sobrevivem desde sempre, gerindo essas agruras. Em reunião já se decidira sobre que tema trabalhar para o 'Março - mês do Teatro'. Equipas de produção, d'encenação e elenco já formados... não impediram os emperramentos que entretanto surgiram. Trabalhos precários e de horários variáveis, decretaram o adiamento.

Haja motivação renovada sempre! A bem do Teatro e a bem do Atelier Teatrakácia.